Vivemos uma época em que é complicado encontrar uma pessoa que não tenha um smartphone com uma câmera. E também estamos vivendo uma era de popularização e disseminação de diversas formas de arte: antes, as exposições eram território de uma elite intelectualizada, mas hoje elas são muito mais populares e diversificadas.

Aos poucos, a ideia da sacralização da obra de arte como um hieróglifo compreendido só por quem tivesse um determinado arcabouço teórico está se desmanchando no ar. Quanto mais popular e disseminada a arte for, melhor. Mas o que fazer quando as pessoas que frequentam uma exposição parecem muito mais preocupadas em tirar selfies com as obras do que em observar essas mesmas obras com cuidado? Já estamos cansados de saber que a selfie se tornou uma convenção — diária para algumas pessoas –, uma forma de mostrar para os seus amigos a quantas anda a sua vida e uma forma de escrever a própria história dentro da internet. Mas o objetivo de visitar uma exposição de arte não é ter a oportunidade de analisar as obras de perto? Bom, isso fica bem difícil quando as pessoas estão se acotovelando para achar os melhores ângulos para suas selfies de museu.

Fomos até a exposição das obras hiperrealistas de Ron Mueck na Pinacoteca de São Paulo e perguntamos a algumas pessoas o que elas achavam da moda das selfies em exposições. Veja o resultado no vídeo abaixo:

E você, o que acha? A selfie no museu é algo normal? Trata-se uma nova forma de fruição da arte? Ou é só micão e falta de noção?