Sidney Poitier, primeiro negro a vencer o Oscar de Melhor Ator, morreu nesta sexta-feira (7) aos 94 anos. O ator foi premiado por sua atuação em “Uma Voz nas Sombras”, em 1963. Ele também ficou conhecido por seus papéis em “Ao Mestre, com Carinho”, “Adivinhe Quem vem para Jantar” e “No Calor da Noite”.

A confirmação da morte foi feita por Fred Mitchell, ministro das Relações Exteriores das Bahamas, e amigo próximo da família do ator, de acordo com o The New York Post. Contudo, a causa da sua morte não foi revelada. 

Um dos últimos representantes vivos da chamada Era de Ouro de Hollywood, o ator nasceu em Miami, no estado americano da Flórida, em 20 de fevereiro de 1927, quando seus pais se mudaram das Bahamas. Por isso Poitier obteve a dupla nacionalidade americana e bahamense.

Ele lutou contra a pobreza, o analfabetismo e o preconceito para se tornar um dos primeiros atores negros a ser conhecido e aceito em papéis importantes pelo grande público. Poitier largou os estudos aos 13 anos para ajudar a família, e entrou para o teatro muito jovem, com o sonho de ser ator. Ele se formou como ator na companhia North American Negro Theatre.

O ator se mudou para Nova York e estreou na Broadway em 1946, e no cinema em 1949. Com dezenas de filmes na carreira, Poitier considerava “O Sol Tornará a Brilhar” (A Raisin in the Sun), seu papel mais desafiador. Foram mais de 40 produções em toda a sua carreira e duas indicações ao Oscar. Poitier também dirigiu uma dezena de filmes e foi embaixador das Bahamas no Japão.

Sua contribuição ao cinema o colocou como o primeiro ator negro a figurar entre os principais ídolos de Hollywood e ajudou a moldar a visão dos artistas negros em produções cinematográficas nos anos 1950 e 1960. Antes reproduzidos como figuras estereotipadas, os personagens afro-americanos passaram a ganhar destaque e profundidade. Em 2002, recebeu um prêmio honorário da Academia por sua contribuição às artes e ao cinema.