Se você tem interesse em assuntos sobre o Antigo Egito, vai gostar dessa dica.

O Projeto de Mapeamento de Tebas, que funciona desde a década de 1970, possui um site repleto de notícias, mapas e fotografias que remontam o passado da cidade antiga. 

A ideia nasceu do norte-americano Kent Weeks, que queria catalogar vestígios arqueológicos encontrados na Cisjordânia de Luxor, no Egito. Weeks não queria guardar os dados apenas para ele, mas sim compartilhar com professores, alunos, turistas e outras pessoas interessadas na história do Antigo Egito. 

Idas e vindas

Mas essa base de dados só foi lançada online em julho de 1998. De toda forma, seu sucesso foi imediato. Em carta aberta, Weeks conta que o site ganhou dezenas de prêmios por seu conteúdo em design. De acordo com o pesquisador, recebeu mais de 18 milhões de visitas anualmente durante a década de 2000, sendo facilmente “o sítio arqueológico mais visitado da internet”.

Mas a falta de recursos complicou as coisas e levou o site a cair em 2010. Ele só foi reestruturado em 2019, com auxílio do Centro de Pesquisa Americano no Egito em parceria com a Universidade Americana no Cairo. 

Conteúdo

No site, você confere uma linha do tempo que vai de 3100 a.C (períodos pré-históricos e pré-dinásticos) até 641 d.C (período Bizantino), plantas e seções de antigas tumbas e até mesmo um glossário com termos do Antigo Egito. Quer saber quem foi Osíris, Amenhotep ou Tutancâmon? Está tudo lá. 

Vale dizer que o tempo que o site ficou fora do ar não serviu como desculpa para que os cientistas parassem de investigar. No início, Weeks focou na exploração do Vale dos Reis, mas depois adicionou também o Vale das Rainhas na investigação e não parou mais.

Entre as grandes descobertas estava a tumba KV5 (acrônimo para King’s Valley 5), que pertenceu aos filhos do faraó Ramsés II. Ela possui grandes corredores que levam a mais de 100 salas esculpidas em uma montanha. Haja dedicação para montá-la.