Nos EUA, o celular está sendo usado cada vez menos para falar, e mais para enviar mensagens e usar a internet. No Brasil, no entanto, estamos falando cada vez mais ao celular: de 2009 a 2011, o tempo de uso do celular subiu de 77 para 110 minutos por mês, em média. No mesmo período, as tarifas caíram 44% em média, de R$0,39 para R$0,22, já considerando os impostos. Peraí, mas essa não é a tarifa que eu pago!

Claro que não, afinal é uma tarifa média. Os valores foram informados pela consultoria Teleco, que aparentemente considera o uso total de celulares – isto é, residencial e comercial. A Teleco diz que o pré-pago influenciou a queda das tarifas, mas imagino que o valor médio da tarifa seja baixo porque no meio estão os planos comerciais das operadoras – que vendem minutos a empresas por preços mais baixos que ao consumidor.

Se as tarifas não indicam nossa realidade de consumidor, a queda das tarifas com certeza a gente sentiu: agora que todo celular é vendido desbloqueado e TIM e Oi não cobram multa se você cancelar a conta, ficou difícil atrair novos clientes com aparelhos mais baratos ou “de graça”. Agora, para segurar o cliente – principalmente no pré-pago – é preciso ser agressivo nas tarifas. Foi o que a TIM fez, lançando o Infinity Pré a R$0,25 por chamada, por exemplo. Por isso, agora a operadora tem a menor tarifa média:

Com tarifas em geral menores – não tão baixas como os valores do gráfico, mas ainda assim menores – o brasileiro ficou mais tempo falando ao celular: 110 minutos ao mês, em média, aumento de 42% em dois anos. O número de usuários de celular aumentou em 38%. E, como já falamos antes, aumentou o acesso à banda larga móvel no Brasil. Então usamos mais a internet no celular, mas falamos mais também.

Eu cancelei minha linha fixa há alguns meses, e mudei para a TIM. Desde então, com a tarifa mais baixa, venho falando mais ao celular. E você? [Teleco e Telebrasil via Estadão]