Mapear ondas gravitacionais é essencial para o estudo do Universo. Não faz ideia do que estamos falando? Senta que lá vem história.

Pense que eventos extremos, como a formação de um buraco negro, desencadeiam vibrações no tecido do espaço-tempo. Dessa forma, ao medir tais ondulações, os cientistas obtêm informações únicas sobre o fenômenos.

A colisão de estrelas e até mesmo o Big Bang entram no grupo de acontecimentos que podem ser explorados a partir da análise das ondas gravitacionais. Mas, para executar a tarefa, os cientistas precisam de instrumentos sensíveis capazes de detectar as vibrações. 

E assim chegamos ao Telescópio Einstein, um observatório avançado de ondas gravitacionais que deve ser comandado pela Bélgica, Alemanha e Holanda. Ele ainda nem saiu do papel, mas promete detectar até mil vezes mais fontes de ondas gravitacionais do que qualquer um de seus antecessores. 

Espera-se que o observatório seja instalado na fronteira entre os três países responsáveis. A região é considerada tranquila e de solo estável, com poucas linhas ferroviárias, plantas industriais pesadas e turbinas eólicas. Isso é importante pois, quanto menor a vibração do ambiente, menor a perturbação sobre os equipamentos de medição.

Os cientistas também explicam que a região possui inúmeras instituições de ensino e empresas de tecnologia, sendo a construção do Telescópio Einstein um benefício para todos. De acordo com os pesquisadores, o projeto tem capacidade para impulsionar a economia da região.

Mas ainda há muito a ser definido antes de o projeto de fato sair do papel. Apesar de Alemanha, Bélgica e Holanda terem demonstrado interesse em receber o observatório, outros países europeus ainda podem entrar nessa briga. A ilha italiana da Sardenha, por exemplo, segue nessa corrida. 

A confirmação deve vir em 2025, quando um painel internacional decidirá onde o Telescópio Einstein será construído. Até lá, ficaremos esperando por mais informações.