Este mês, o Google divulgou um vídeo mostrando que a versão mais recente do Chrome consome menos bateria do que antes. A Microsoft reproduziu o teste e mostrou que, bem, o navegador Edge ainda é mais eficiente.

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Temos aqui dois laptops Surface Book rodando o mesmo vídeo do Vimeo. Enquanto o Chrome dura 12h08min (ainda mais do que no teste do próprio Google), o Microsoft Edge chega a 13h25min, ou 11% a mais.

A diferença fica ainda maior quando se trata de rodar um vídeo do Netflix. Com a atualização de aniversário do Windows 10, o Edge chega a 8h47min, contra 6h03min do Chrome – ou 45% a mais.

Esta é uma nova versão do teste realizado inicialmente em junho, antes da atualização de aniversário, e antes de o Chrome receber melhorias para consumir menos energia. Na época, o Chrome durou só 4h19min rodando Netflix, contra 7h22min do Edge. Ou seja, ambos os navegadores melhoraram nesse aspecto em questão de meses.

Como dissemos, a provocação da Microsoft fez o Google mostrar seus esforços para reduzir o consumo de energia do Chrome. Isso é importante porque muitas pessoas usam laptops, e o navegador web costuma ficar sempre aberto por ser uma ferramenta essencial. Ainda assim, a Microsoft continua na frente nesse quesito.

Em blog oficial, a empresa mostra que o Edge continua consumindo menos energia que a concorrência:

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O navegador recebeu três grandes melhorias nesse sentido. Ele limita tarefas de JavaScript em segundo plano, sem acordar o processador para tanto (aproveitando quando outros processos usam o CPU). Ele usa a rede de forma menos constante, consolidando dados e permitindo que a antena do Wi-Fi no laptop seja desligada o quanto antes, economizando energia. Além disso, o Flash roda em um processo separado, e elementos que não sejam centrais à página ficam pausados.

Claro, o consumo de bateria não é o único critério para escolher o navegador: há fatores como a interface, extensões, sincronização com dispositivos móveis, entre outros. Segundo a NetMarketShare, o Chrome tinha participação de mercado de 54% nos desktops em agosto, contra 5% do Edge.

[Microsoft via Windows Central]

Foto por Isriya Paireepairit/Flickr