Durante o anúncio dos resultados fiscais do último trimestre da Apple, Tim Cook não poupou elogios para dois mercados emergentes: China e Brasil. Para ele, nosso país é uma terra de ótimas oportunidades. Isso bate com as propostas de investimento por aqui, chegada da Foxconn, iTunes Store etc. Tudo bem, mas ainda falta muita estrada para podermos dizer que a Apple está mesmo aqui.

Eis o que disse Tim Cook ao ser questionado sobre a expansão geográfica da Apple:

O segundo país [a receber mais investimentos], nessa lista de 4 [Brasil, China, Rússia e Índia], seria o Brasil. Acredito que há uma grande oportunidade para nós por lá, e nós mais do que começamos a mergulhar fundo no Brasil. Mas eu não quero dar a entender que isso significa que teremos lojas físicas por lá, porque não creio que isso deva acontecer em curto prazo.

Ótimo! Bom saber, de verdade. Mas há certas coisas que ainda queremos entender: por que a Apple anunciou que o iPhone 4 teria um “preço incrível” no Brasil com a chegada do 4S e simplesmente está vendendo o modelo de 8GB pelo preço de 16GB em seu lançamento? Por que a Foxconn de Jundiaí já produz iPhones e eles continuam custando os olhos da cara?

Hoje, por exemplo, recebemos a informação de que a TIM, operadora que oferecia o iPhone 4S por menor preço (início em R$1.900), agora reajustou a tabela, um mês e meio depois do lançamento, aumentando R$100 em todos os modelos. E, bem, os preços da Apple Store para o iPhone continuam deprimentes.

Ficamos mais do que felizes com a proposta de investimento da Apple no país. A chegada da iTunes Store oficial foi muito bem recebida e a produção nacional de smartphones e tablets da empresa só é boa para o Brasil. Mas torcemos muito para que o que Tim Cook considera uma “boa oportunidade” não signifique vender produtos com preços inflados, trazendo poucas unidades e criando a sensação de vendas gigantescas. Porque é estranho sentir saudades dos tempos em que a Apple não dava bola para o país. [G1 e Seeking Alpha]