Microapartamentos de 37 m² ou menos estão surgindo em diversas cidades americanas, à medida que elas se esforçam para abrigar mais habitantes. O primeiro prédio de microapartamentos de Nova York foi inaugurado este mês, e nós fizemos um tour. O projeto é controverso, mesmo em uma cidade onde as pessoas já pagam caro para viver em apartamentos minúsculos.

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O prefeito Bill de Blasio está por trás de uma campanha para trazer 80.000 unidades habitacionais acessíveis a Nova York, mas o impulso para este tipo de habitação especial veio originalmente de prefeito anterior, Michael Bloomberg, que organizou um concurso de design de microapartamentos em 2012.

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O conceito vencedor da nArchitects foi esta torre de 55 unidades, pré-fabricada em Brooklyn para economizar dinheiro e energia. Agora em 2015, temos o Ollie at Carmel Place, localizado no bairro calmo de Kips Bay em Manhattan.

A unidade que visitamos com a diretora de design da Ollie, Jacqueline Schmidt, tinha 28 m² feitos para se sentirem maiores, com tetos altos, utensílios domésticos novos e bastante madeira clara.

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As unidades vêm equipadas com uma variedade de móveis embutidos e personalizados que mudam de forma, fazendo com que o espaço pareça maior e seja mais flexível.

Além disso, todos os moradores têm acesso gratuito ao aplicativo Hello Alfred, que atua como uma espécie de concierge virtual para tarefas como levar o animal de estimação para passear, ou pegar roupas na limpeza a seco.

O aluguel dos microapartamentos varia de US$ 2.000 a US$ 3.000. Nova York tem inúmeros apartamentos do tamanho de caixa de sapatos, e há quem pague muito mais do que isso para morar em locais menores do que 28 m² – mas você não poderia erguer esse tipo de microapartamento a partir do zero hoje.

Tecnicamente, a cidade exige que todos os novos apartamentos sejam maiores do que 28 m², principalmente para impedir que as construtoras criem cortiços na cidade. Mas os apartamentos da Ollie estão isentos, como parte da tentativa para criar moradia mais acessível em Nova York. (Algumas cidades como Seattle permitem unidades de até 8 m².)

Um aluguel de US$ 2.500 a US$ 3.000 para um estúdio em Kips Bay não é exatamente barato: isso é o preço de mercado, e está acima da média para um estúdio em Manhattan. No entanto, 22 dos apartamentos têm aluguéis acessíveis, que são definidos com base na renda e necessidade. Inquilinos em potencial concorrem através de uma loteria, e pagam entre US$ 1.000 e US$ 1.500. 60 mil pessoas se inscreveram.

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Então, sim, ninguém pode negar que existe demanda para este tipo de apartamento. Mas a grande questão é se este é realmente o tipo certo de nova moradia para as cidades. A preocupação é que esses espaços pequenos se tornarão as novas favelas, na sua maioria ocupados por moradores de baixa renda que não têm muita escolha de onde morar, estratificando ainda mais os problemas de desigualdade. Em cidades como Los Angeles, por exemplo, microapartamentos ainda são na maior parte usados como alojamentos provisórios para pessoas anteriormente desabrigadas.

Morar em espaços microscópicos tornou-se quase uma medalha de honra entre alguns habitantes de cidade grande. E com a ajuda de um design interior muito inteligente, como o da Ollie, um microapartamento pode se tornar mais habitável. Para a pessoa certa, digamos, um jovem que prefere morar perto do trabalho, isso é interessante.

Se nós estamos prontos para isso ou não, é importante notar que este é o futuro. Na verdade, os microapartamentos são uma parte vibrante do tecido urbano em outros países. Em poucas décadas, a maior parte da população mundial terá estilos de vida altamente urbanizados, e as cidades precisam começar a se preparar para esta realidade agora, por mais difícil que isso possa ser.

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Fotos por Mekko Harjo