Matrix é um daqueles filmes que são difíceis de ver com os olhos frescos. Não apenas é o tipo de filme que se fixa na sua memória, mas também suas sequências eram tão bagunçadas que é fácil esquecer o quão bem amarrada a narrativa do primeiro filme é. Uma das maiores razões para isso é o seu uso perfeita das transições de cenas.

• Este curta de nove minutos foi gravado num único take usando apenas um drone
• O final original de Alien era tanto aterrorizante quanto frustrante



O youtuber Patrick (H) Willems nos leva pelos três diferentes atos do filme e nos mostra como os irmãos Wachowski usam grandes transições gerais e transições minúsculas sutis. Por exemplo, o primeiro ato é estruturado em torno de oito cenas que alternam entre Neo estando em uma situação pública e o mesmo acordando em algum lugar na cena seguinte. Como quando conhecemos Trinity pela primeira vez, naquela hilária balada raver gótica. A cena tem seu clímax com uma trilha do The Prodigy criando o momentum, enquanto Trinity sussurra suas palavras finais para Neo.

O que inicialmente soa como parte de uma música é, na verdade, o som de um alarme tocando, e somos levados para a casa de Neo, onde ele bate no despertador enquanto acorda. Essa estruturação suave de transições de cenas e o jogo de dinâmicas barulhenta/quieta, para cima/para baixo, para dentro/para fora ocorre ao longo do filme. É uma aula de técnicas de cinema, mas também de ótima escrita. As transições mantêm o ritmo do fime bastante sólido e também têm significado temático.

Confira o vídeo completo abaixo e você verá o quão profundas as tocas dos coelhos podem ser.

[Patrick (H) Willems via AV Club]