Já faz um tempo que o Apple Pay está disponível no Brasil, e vários bancos que operam por aqui já são compatíveis com o sistema de pagamentos da empresa. Uma ausência notável, porém, é o Nubank.

Em uma brincadeira feita no Twitter, o banco digital deu a entender que o suporte ao Apple Pay poderia chegar em 2021. Oficialmente, porém, a empresa diz que foi só uma “brincadeira” e que não há previsão de chegada.

O falatório começou com um caça-palavras postado pelo Nubank em seu Twitter. “As três primeiras palavras que você encontrar, você terá em 2021”, dizia a publicação.

Como era de se esperar, tinha aquelas coisas que todo mundo deseja no virada de ano (“amor”, “dinheiro”, “felicidade”) além do que a gente mais quer para sair da pandemia (“vacina”).

Mas no cantinho inferior esquerdo, opa, o que é isso?

Sim. “Apple Pay”.

Muita gente notou, o assunto entrou nos trending topics da rede social, mas o Nubank, bem, o Nubank desconversou. Em comunicado enviado ao Tecnoblog, a empresa disse que “não há previsão de lançamento da integração com Apple Pay” e que o post foi só uma “brincadeira”.

O banco também disse está focado na resolução de problemas urgentes e que cheguem ao maior número de pessoas — iPhones são caros e, no Brasil, pouca gente pode ter, então faz sentido que essa não seja uma prioridade.

Além disso, há os custos: como o Tecnoblog explica, as carteiras digitais como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay usam um processo chamado tokenização, e isso tem custos para ser implementado.

Atualmente, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco (incluindo seu banco digital, o Next) já são compatíveis com essas três carteiras digitais, que permitem fazer pagamentos usando o celular em maquininhas de cartão.

Já o Nubank não é compatível com nenhuma delas, o que é bem inusitado, já que se trata de um banco que sempre se gabou de ser inovador e de operar apenas no ambiente digital. A empresa oferece apenas cartões com o recurso contactless, que permite fazer pagamentos aproximando o plástico da maquininha.

Seja como for, a “brincadeira” de fim de ano do Nubank deve ter servido para a empresa constatar que muita gente se interessa por esse recurso.