O Twitter foi multado em US$ 150 milhões por autoridades americanas por usar dados de clientes para redirecionar anúncios no seu site.

Dados como endereços de e-mail e telefones eram coletados com a justificativa de proteger a segurança dos usuários. Mas, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Comissão Federal do Comércio, não era bem isso que acontecia.

A investigação aponta que as infrações aconteceram entre maio de 2013 e setembro de 2019. A mídia social combinava os dados dos seus usuários com a lista que o anunciantes já possuíam. Assim, conseguiam alcançar públicos de forma mais direcionada.

Além do acordo financeiro milionário, o Twitter também se comprometeu a aprimorar suas práticas de segurança. O diretor de privacidade do Twitter, Damien Kieran, disse, em comunicado, que a empresa “cooperou com a Comissão Federal do Comércio dos EUA em todas as etapas”.

Estima-se que a prática tenha afetado 140 milhões de usuários da rede, e impulsionado a principal fonte de receita da empresa. O Twitter obtém 90% de sua receita anual de US$ 5 bilhões com publicidade.

No entanto, não é somente o Twitter que teve que desembolsar milhões por violar normas de segurança. Em 2018, o Facebook, agora chamado de Meta, também foi acusado de utilizar o número de telefone para utilizar na veiculação de publicidade.