Pedofilia é assunto sério. Líder em denúncias de crimes virtuais no Safernet, a pornografia infantil é combatida por esses e de outros órgãos, além das próprias empresas que fornecem serviços populares na Internet. Elas também atentas e procuram combater a prática. A última a anunciar medidas para barrar a distribuição foi o Twitter.

Até o fim do ano o Twitter implementará a tecnologia PhotoDNA, da Microsoft, para impedir a disseminação de conteúdo pedófilo em seus domínios. Essa tecnologia compara todas as imagens enviadas a um serviço a um banco de assinaturas de imagens pré-determinadas e é capaz de detectá-las e bloqueá-las mesmo se tiverem sofrido alterações. A novidade coincide com o anúncio de uma grande iniciativa anti-pornografia infantil no Reino Unido, embora não tenha sido isso o que motivou diretamente o Twitter a implantar esse sistema.



O PhotoDNA foi desenvolvido em parceria com o National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC) e o Dartmouth College, é usado em alguns serviços da Microsoft como Outlook.com, SkyDrive e Bing, e desde 2011 também pelo Facebook, que licenciou a tecnologia.

Enquanto o sistema não entra em ação, o Twitter mantém uma página com orientações sobre o que fazer caso alguém se depare com imagens pedófilas na rede. A seguinte parte merece atenção:

OBSERVAÇÃO: NÃO tweete, retweete ou republique conteúdo com exploração sexual infantil por nenhum motivo. Denuncie imediatamente enviando um e-mail para cp@twitter.com para que sejam seguidas as etapas para removê-lo.

Retuitar uma imagem do tipo só a fortalece. O ideal é seguir as orientações, que consistem em: 1) denunciar ao endereço de email que o Twitter fornece exclusivamente para esse tipo de assunto (cp@twitter.com); e 2) denunciar ao NCMEC, que poderá dar um retorno dizendo se a denúncia já havia sido feita ou não. No Brasil, o Safernet também pode e deve ser acionado, através deste formulário.

Além da Microsoft, recentemente o Google também anunciou uma ferramenta que agirá de forma similar ao PhotoDNA, combinando informações sites que combatem a pedofilia, órgãos governamentais e ONGs. Ela deve começar a funcionar em junho de 2014. [The Verge]