Parece que o Uber tem novos planos para dispositivos autônomos. A companhia abriu vagas para um novo empreendimento de dispositivos de “micromobilidade” que se dirigem sozinhos.

De acordo com a reportagem do TechCrunch, há pouquíssimos detalhes sobre a nova divisão. As especulações giram em torno de um investimento em patinetes e bicicletas autônomas que seriam disponibilizadas em aluguéis de curto prazo, no estilo Yellow.

• Uber lançará serviço de bicicletas elétricas compartilhadas no Brasil em 2019

A ideia é que as bikes e patinetes possam ir sozinhos até as estações de recarga ou para pontos de maior interesse, incluindo o local em que um usuário está esperando.


Anúncios animadores da @UberATG no evento de hoje da @DIYRobocars. “Micromobility” = patinetes e bicicletas autônomas que podem se dirigir sozinhas até localizações de carregamento ou pontos ideais. Contratando agora.

Me contaram que esse time vai ficar junto com o grupo @jump_rides do Uber. @UberATG continuará focando em carros autônomos.

Segundo o TechCrunch, o Grupo de Tecnologias Avançadas do Uber liberou um formulário do Google para pessoas interessadas e que continha essa descrição:

O time de Novas Mobilidades do Uber está explorando maneiras de melhorar a segurança, a experiência do usuário e a eficiência operacional de nossas patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas por meio de aplicação de tecnologias de sensores e robótica.

O Uber já oferece bikes e patinetes por aluguel em 12 cidades dos Estados Unidos e em Berlim, na Alemanha. A companhia passou a oferecer o serviço após comprar a JUMP por US$ 200 milhões em abril de 2018. A expectativa é que a empresa comece a operar a novidade no Brasil em 2019, conforme noticiamos no final do ano passado.

O pessoal do Gizmodo US aponta que tornar os patinetes e bikes autônomos pode garantir uma baita eficiência para a Uber. Lá na gringa, as concorrentes Bird e Lime têm gastado muito dinheiro com a contratação de um pequeno exército de pessoas que ficam responsáveis por realocar as bikes e patinetes. Além disso, ambas as empresas tiveram suas operações restritas em San Francisco após lançarem patinetes sem permissão, o que causou um pequeno caos nas cidades da Costa Oeste.

A ideia parece boa, mas não dá para ignorar o fato de que em 2018 o Uber suspendeu os testes de seus carros autônomos após um acidente fatal. Bicicletas e patinetes podem ser menos perigosas, mas ainda são capazes de machucar pessoas – imagine elas andando em meio a pedestres por calçadas ou compartilhando uma ciclovia com ciclistas humanos. Além disso, são necessários muitos sensores para a autonomia, o que deve consumir bastante energia.

Ainda é cedo, porém. O Uber ainda não confirmou as funções do time de Robótica de Micromobilidade e as contratações acabaram de começar. O futuro de bikes e patinetes autônomos ainda deve estar a alguns anos de distância.

[TechCrunch, Gizmodo US]