Como já é de praxe, Jobs deixou um último recado, a famosa “one more thing”… E, como os rumores indicavam, a segunda geração da Apple TV foi anunciada, com tamanho minúsculo – dá para segurar com uma mão! –  resolução HD, Wi-Fi, saída HDMI e porta Ethernet. E ela é preta.

Logo de cara, Jobs admitiu: “nós amamos a primeira versão da Apple TV, mas ela não foi um grande sucesso. As pessoas querem mais praticidade, querem HD, não querem mais um computador”. Agora, sua nova pequena caixa preta não tem muitos mistérios: terá conteúdo em HD, os programas, shows e músicas serão alugados, e não comprados, ela não terá armazenamento.

Sobre preços, a Apple também mudou tudo. Os shows e seriados custarão 99 centavos de dólar. Filmes poderão ser comprados antes de serem lançados, em HD, por U$ 4,99 e enviados no exato dia do lançamento. As parcerias da Apple, nos EUA, serão com a Sony e com a Fox, inicialmente, além do Netflix (brasileiros, perdemos), YouTube HD e Flickr. 

Jobs fez uma breve demonstração da interface da segunda Apple TV. Foi possível ver uma interface intuitiva e simples, mas também constatar a ausência de aplicativos, um dos rumores mais aguardados do lançamento. Aos que esperavam que a nova Apple TV fosse algo além de um simples entregador de filmes e vídeos, tudo indica que a Apple quer mais que ele seja apenas isso, mas de forma mais coesa e prática. A escolha por um aparelho preto – lembram do MacBook negro? – mostra como a Apple quer mudar de vez a imagem de "produto que não deu certo" da Apple TV.

Outra prova disso é o corte de preço, é claro: de U$ 299 leia-se "caro pra caramba", a segunda Apple TV custará U$ 99 dólares, leia-se "oras, dá pra encarar". O aparelho chegará primeiro nos EUA, Canadá, França e Austrália, e deve chegar em outros países nos próximos meses. Sem o Netflix e sem muitas parcerias por aqui, não dá para ficar muito empolgado com a chegada do aparelho por aqui.