Hoje é sábado, e muitos de vocês devem estar aí já pensando na baladinha/boteco de logo mais à noite. Tá certo. Mas caso você vá ficar em casa, no rolê da depressão, vou te dar uma dica: abriram um bar no Facebook — ou quase isso. O nome do brinquedo é Shaker, e ele pode ser bem divertido.

O Shaker ainda está em beta e ganhou reconhecimento ao vencer o concurso de start-ups Disrupt, do TechCrunch — algo que no final só serviu para colocar mais lenha na fogueira da saída forçada do editor Michael Arrington, já que ele é um investidor na startup vencedora do concurso promovido pelo seu próprio (ex-)site. Se você não está por dentro do imbróglio… talvez seja melhor esquecer e continuar lendo, porque vou falar sobre diversão.

Então, um bar no Facebook. Como assim? Se você já usou coisas como o Second Life ou o Habbo Hotel, já pode ter uma pequena ideia. Depois de se cadastrar e passar por um pequeno tutorial oferecido por uma versão cartum do Chuck Norris, você escolhe um dos ambientes para entrar, e então vê o seu avatar, o seu “bonequinho”, lá, junto com os de todas as outras pessoas que estiverem conectadas.

Assim como em um bar ou balada, você vai ver rodinhas de pessoas batendo papo. Basta clicar nessas “rodinhas” para entrar na conversa. É como um chat tradicional, mas a forte integração com o Facebook traz várias vantagens.

Você pode, por exemplo, clicar em qualquer pessoa do lugar para ver uma versão simplificada do seu perfil, incluindo fotos e todas as coisas que ela “curte”. Há até um filtro que mostra apenas coisas em comum entre vocês. Vai que aquele avatar da foto atraente também curte aquela banda australiana de powerpop que aparentemente só você conhece.

Às vezes, mais do que algum gosto específico, alguém tem com você um elo de ligação mais interessante: uma pessoa. Se algum amigo de algum amigo seu estiver na sala, ele (ou ela) aparece com uma cor diferente. É a sua deixa pra puxar um papo esperto.

Além disso, ainda há uma parede virtual mostrando coisas que as pessoas da sala curtem, e um telão que fica passando Tweets das pessoas presentes.

No fim, é apenas um bate papo com interface gráfica emulando uma baladinha. Mas com todas essas mamatas que ele te dá, fica bem mais fácil ter o que falar além dos clássicos “oi, qr tc?” e “de onde vc eh? o q vc faz?” Até mesmo a música que toca é um streaming unificado para todos os usuários. Ou seja, dá até pra comentar do som.

O serviço ainda está bem cru — como eu disse lá no início, é um beta bem novo — e tem muito o que melhorar. Todos os avatares são iguais, não há informações sobre a música que está tocando, não dá para influenciar na escolha dessas músicas, há poucas formas de interação entre os avatares (dá pra oferecer um drink para outro usuário, e basicamente é só isso). Mas mesmo nesse estado bem inicial, já é um belo de um passatempo.

Mostrei o Shaker para uns quatro ou cinco amigos meus. Todos eles se divertiram e voltaram (dá para fazer uma espécie de check-in no Shaker para que os seus amigos saibam que você está por lá). Eu mesmo só entrei duas ou três vezes e adicionei uma pessoa nova ao meu Facebook em cada uma dessas vezes. Uma pessoa com quem tenha rolado algum papo legal. Ou seja: se você começar a ver um monte de notificações sobre esse tal de Shaker, já sabe que os seus amigos quem sabe possam até estar precisando dar uma melhoradinha na vida social real, mas pelo menos na virtual eles estão se divertindo. [Shaker via TechCrunch]