A varíola dos macacos já atingiu mais de 30 países não endêmicos, deixando cerca de 1,3 mil infectados ao redor do globo. No Brasil, foi confirmado o primeiro caso da doença na última quarta-feira (8) – um paciente em São Paulo que havia retornado de uma viagem à Espanha.

Diante desse cenário, é preciso agir rápido para evitar a propagação do vírus, como ocorreu com a Covid-19. No tempo recorde de uma semana, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produziram insumos de testes moleculares para detectar a presença do vírus monkeypox.

Os kits para diagnóstico da instituição devem garantir a confiabilidade do teste molecular para a varíola dos macacos, que utiliza a tecnologia de PCR – a mesma usada para detectar a Covid-19. Os reagentes foram entregues à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), para serem distribuídos em, pelo menos, 20 países. 

Outra parte de controles positivos foi distribuída aos laboratórios de referência do Brasil. São eles o Laboratório de Biologia Molecular de Vírus do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais/Fundação Ezequiel Dias, Laboratório Central de Saúde Pública de São Paulo/Instituto Adolfo Lutz e Laboratório de Referência em Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz.

Por ser uma doença rara fora do continente africano, há poucos testes disponíveis para diagnóstico. Por conta disso, a confirmação de novos casos da varíola dos macacos pode demorar a sair. 

O passo da Fiocruz ajuda a reverter essa história, já que agora há uma maior quantidade de insumos disponíveis. Além disso, o desenvolvimento dos produtos no Brasil fortalece a autonomia e independência do país frente a questões de saúde.