Conforme aponta o NY Times em duas matérias que sairão em breve sobre A Bomba, Robbert Oppenheimer originalmente assumiu que pouco poderia impedir que qualquer um desenvolvesse as suas próprias armas nucleares. Ainda bem que ele estava errado.

Com um comentário típico de um geek, Oppenheimer assumiu que, como as leis da física eram universais, muito pouco poderia ser feito para impedir que alguém obtivesse uma arma nuclear, dados tempo e recursos. Ora, o tempo e os recursos necessários são de fato escassos, portanto até hoje só 9 países são equipados com armamento nuclear – EUA, Rússia, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Coréia do Norte e Israel, (NT: sendo que este último é apenas uma suposição, dado que eles nunca admitiram – nem negaram – ter arsenal nuclear). Neste diagrama vemos as ligações, todas partindo do Projeto Manhattan e se espalhando nas últimas seis décadas (clique aqui para ver a imagem ampliada).

Três estudiosos da proliferação demonstram como o poderio nuclear era usado como trunfo de barganha política, roubado via espionagem e limitado devido à diplomacia. Ambos os livros parecem ser leituras fascinantes. Clique no link do Times para ver mais. [NYTimes]