A produção dos consoles da nova geração foram impactados pela escassez de chips. Antes, acreditava-se que isso iria durar poucos meses, até o segundo semestre de 2021, mas recentemente a Toshiba disse que este não parece ser o caso.

Em uma publicação da Bloomberg, representantes da multinacional japonesa dizem que isso acontecerá pelo menos até ano que vem. Takeshi Kamebuchi, diretor no setor de semicondutores, relata que a situação pode, inclusive, piorar.

Falando sobre consoles em específico, Kamebuchi diz: “as fabricantes estão entre os clientes que fazem as maiores demandas e eu sinceramente lamento pela frustração, pois nenhum deles está 100% satisfeito”.

A previsão da AMD (que fornece os processadores para PlayStation 5 e Xbox Series X/S) era que isso iria continuar até o fim deste ano, porém, a falta de recursos da fabricante Foxconn é menos otimista, projetando a normalização para metade de 2022.

Pat Gelsinger, CEO da Intel, já havia dito em julho deste ano que estimava que isso duraria por mais “um ou dois anos”. Os consoles não são os únicos produtos a entrar em colapso com a falta de chips. Todos os gadgets, por maiores ou menores que sejam, dependem da normalização – isso vai de automóveis e smartphones até a consoles e computadores.

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Mesmo com as más notícias, vale lembrar o sucesso da chegada dos dois consoles no fim de 2021: o PS5 já bateu a marca de 10 milhões de unidades vendidas e o Xbox Series X/S teria ultrapassados as 6,5 milhões de unidades ainda em junho deste ano.