Nos últimos dias, moradores da ilha de São Jorge, em Portugal, deixaram suas casas com medo de uma possível erupção de um vulcão. Em apenas uma semana, foram registrados 14 mil pequenos terremotos na região.

São Jorge é uma das nove ilhas que compõem os Açores, no oceano Atlântico. Sua população é de 8.400 pessoas, sendo a pesca e a agricultura os principais meios de subsistência local. 

Na última quarta-feira (23), o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) elevou o alerta vulcânico para o nível 4, o que significa que há uma “possibilidade real” do vulcão em Portugal entrar em erupção. Cerca de 200 dos tremores, que atingiram magnitude de até 3,3 na escala Richter, foram sentidos pela população. 

Ao mesmo tempo, não há indícios suficientes de que uma erupção possa ocorrer. Pesquisadores estão analisando a emissão de gases do solo, como dióxido de carbono e enxofre, que indicam atividade vulcânica, mas nenhuma mudança foi registrada

As autoridades estão a postos para retirar os moradores da ilha caso necessário. Na cidade de Velas, por exemplo, as pessoas que vivem em regiões moldadas no passado pela lava ou deslizamentos de terra foram instruídas a sair. 

Outros habitantes estão deixando São Jorge por vontade própria. Estima-se que 1.500 pessoas tenham saído da ilha por via aérea ou marítima nos últimos dias. 

A ilha de São Jorge testemunhou erupções vulcânicas em 1580 e 1808. Porém, o incidente mais recente dos Açores ocorreu em 1998, quando um terremoto matou 10 pessoas na Ilha do Faial. A mesma havia passado por uma erupção em 1957 – a última que ocorreu no arquipélago.