O Google anunciou nesta quarta-feira (22), durante evento em São Paulo, que o serviço de caronas do Waze, o Carpool, irá desembarcar no Brasil até o final deste ano. A companhia vinha testando o Carpool desde o ano passado em Israel e nos Estados Unidos e o lançou oficialmente no mês passado em algumas regiões da Califórnia.

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Embora o serviço do Waze pareça similar a aplicativos como o Uber, a proposta dele é diferente, como reforçou a diretora do Waze, Di-Ann Eisnor. Você pode dividir o carro com vários desconhecidos que estão indo mais ou menos para o mesmo lugar, e cada um ajuda com uma parte do custo da viagem. Os motoristas não precisam lidar com nenhum tipo de registro extra, além da própria habilitação e do carro. Além disso, o Google não fica com nenhuma parte da tarifa. Para os passageiros, o funcionamento é simples: o destino é inserido pelo aplicativo WazeRider, e o sistema escolhe um motorista com trajeto parecido.

Outra diferença é o limite para os condutores receberem caronas. A ideia é que se façam duas corridas: uma na ida ao trabalho e outra na volta, por exemplo. O valor pago pelos passageiros também é menor, assim o serviço não se torna um trabalho, como acontece no Uber. Nos Estados Unidos, o valor cobrado é de US$ 0,33 por quilômetro rodado (por cada passageiro), uma ajuda de custo para o combustível e manutenção do veículo. Os valores para o Brasil ainda não foram revelados.

O objetivo do Google é reduzir os congestionamentos em até 16%. Pelo menos em popularidade, o Carpool tem um ótimo suporte: São Paulo é a cidade com o maior número de usuários do Waze no mundo; o Brasil fica em segundo no ranking de usuários únicos mensais.