O WhatsApp anunciou no começo deste mês que passaria a limitar o encaminhamento de mensagens para conter a desinformação sobre a pandemia do novo coronavírus. Agora, o aplicativo afirmou que o compartilhamento caiu 70% ao redor do mundo após essa restrição.

A medida valia para aquelas mensagens populares, com o ícone de setas duplas, que indica conteúdos encaminhados diversas vezes.

Antes, era possível encaminhar essa mensagem para até cinco contatos por vez. Com a mudança das regras, o usuário só conseguia compartilhar a mensagem rapidamente com apenas uma conversa.

“Introduzimos recentemente um limite ao compartilhamento de ‘mensagens altamente encaminhadas’ para apenas um chat. Desde que colocamos esse novo limite, houve redução de 70% no número de mensagens altamente encaminhadas ao redor do mundo enviadas pelo WhatsApp”, disse um porta-voz do aplicativo ao TechCrunch.

O objetivo com a nova medida, disse o porta-voz, é ajudar a manter o WhatsApp como um “lugar para conversas pessoais e privadas” e que estão se esforçando para combater “mensagens virais”.

O recurso de encaminhamento já passou por algumas mudanças, sempre na tentativa de conter o compartilhamento de mensagens falsas e desinformação.

A primeira mudança realizada pelo app foi a inclusão de um ícone de setas, para indicar que as mensagens não tinham foram escritas por quem as enviou. Depois, foi criada ainda a etiqueta de setas duplas, que indicava que aquela mensagem foi compartilhada muitas vezes.

Em janeiro de 2019, foi colocado um limite de 5 encaminhamentos por vez – a medida foi tomada depois de relatos do uso do WhatsApp para espalhar desinformação nas eleições ao redor do mundo, inclusive no Brasil. O aplicativo diz que essa medida já tinha ajudado a diminuir o compartilhamento de mensagens em 25%.

Recentemente, o Ministério da Saúde e a OMS lançaram bots para que as pessoas possam se atualizar sobre as informações do novo coronavírus a partir de canais oficiais.

A resposta de plataformas de mídias sociais e aplicativos, incluindo WhatsApp, Facebook e Twitter, tem sido mais contundente durante a pandemia.