Talvez você não saiba, mas o WhatsApp é pago: ele cobra US$ 1 por ano dos usuários, embora sejam bem comuns relatos de pessoas que usam o app há anos e jamais pagaram para permanecer no serviço. De acordo com o fundador Jan Koum, essa cobrança vai deixar de existir, e a partir de agora o WhatsApp vai ser definitivamente gratuito.

“Não funciona muito bem”, explicou Koum sobre o atual modelo de negócios do serviço extremamente popular de mensagens. O WhatsApp é gratuito em seu primeiro ano. Depois disso, usuários precisam pagar US$ 1 por ano para continuar conversando com amigos. Não é caro, mas pode ser uma barreira para muita gente, já que a cobrança só é feita por cartão de crédito.

Por isso, o WhatsApp vai abandonar esse modelo e vai explorar novas formas de se manter no ar. Sem anúncios, garante o serviço ao Re/Code:

Naturalmente, as pessoas devem se perguntar como planejamos manter o WhatsApp funcionando sem assinaturas, e se o anúncio de hoje significa que estamos introduzindo anúncios. A resposta é não. Começando neste ano, vamos testar ferramentas que permitam o uso do WhatsApp para comunicação com negócios e organizações que você queira conversar. Isso pode significar comunicação com o banco sobre uma possível transação recente fraudulenta, ou com uma companhia aérea sobre um voo adiado. Recebemos essas mensagens de diversas formas atualmente – através de SMS ou ligações – então queremos testar novas ferramentas para facilitar o uso disso no WhatsApp, ao mesmo tempo que oferecemos uma experiência sem anúncios e spam.

Se a estratégia soa familiar, é porque é a mesma adotada pelo Facebook Messenger, que também passou a oferecer serviços diversificados para gerar receita — a possibilidade de conversar com empresas, transferir dinheiro para amigos e até mesmo fazer um pedido de carona no Uber.

[Re/Code]