Nesta sexta-feira (05), o youtuber Timothy Wilks, 20 anos, foi morto a tiros enquanto filmava uma “pegadinha” de roubo no estacionamento do parque de diversões Urban Air Trampoline and Adventure Park no estado do Tennessee, EUA. De acordo com o site local Tennessean, haviam várias testemunhas no local e o jovem estava acompanhado de um amigo ainda não identificado.

Tudo começou quando Wilks decidiu atacar com uma faca de açougueiro um grupo de homens para que pudesse gravar as suas reações para seu canal no YouTube. Contudo, ele não esperava, que a situação se tornasse grave quando um dos homens ameaçados, identificado como David Starnes, disparou vários vezes. Em seu depoimento, ele alegou legítima defesa. Segundo os investigadores do caso, nenhuma acusação foi feita contra Starnes ou o amigo não identificado de Wilks.

Esta não é a primeira vez que uma pegadinha termina em uma morte trágica. Em 2017, Monalisa Perez atirou em seu namorado, Pedro Ruiz, a uma distância de 30 centímetros, quando foi desafiada a descobrir se um livro grosso pode ser usado como escudo, em um vídeo que ambos consideravam “o mais perigoso já feito“. A bala acabou perfurando o objeto e Ruiz foi atingido fatalmente. Perez ligou para o 911 para relatar que ela havia atirado acidentalmente no namorado. Mais tarde, ela alegou ser culpada e foi sentenciada seis meses de prisão, com dias alternados entre a detenção e sua liberdade, além de mais dez anos em liberdade condicional supervisionada.

Conteúdos com teor violento ainda aparecem na plataforma, principalmente envolvendo mulheres, crianças e animais, causando um rebuliço nas redes sociais e uma chuva de denúncias. Desde 2018, as diretrizes da comunidade foram revisadas e se tornaram ainda mais rígidas, especialmente pela classificação do que eles consideram atividades perigosas ou ilegais com risco de lesões físicas graves ou morte.

Em uma das notas publicada após vários casos que vieram a público, o YouTube afirma que “Não será permitido pegadinhas que façam as vítimas acreditarem que corram sério perigo físico — por exemplo, uma de invasão de casa ou de tiroteio. Também não permitimos pegadinhas que façam com que as crianças passem por um sofrimento emocional grave, o que significa algo tão ruim que pode deixar a criança traumatizada para o resto da vida.”

Dentro do parâmetro aceito, se encontra paródia ou conteúdo satírico, “desde que esteja claro que todos os envolvidos estão na pegadinha ou que o conteúdo satírico vise claramente desencorajar os espectadores a se envolverem em comportamentos perigosos. Caso contrário, até mesmo o conteúdo humorístico pode ser removido se apresentar filmagens de pessoas realizando partidas ou desafios perigosos, pois queremos evitar que as pessoas machuquem a si mesmos ou outras pessoas”.

[BBC]