Em agosto, a BlackBerry anunciou estar aberta a “alternativas estratégicas”, incluindo a venda da empresa. Um mês depois, uma empresa canadense ofereceu US$ 4,7 bilhões para tomar o controle da BlackBerry. Agora, os planos de venda foram abandonados.

Segundo o jornal Globe and Mail, a BlackBerry desistiu dos planos de encontrar um comprador. Agora eles querem arrecadar US$ 1 bilhão com parceiros para resgatar a empresa. Eles também trocarão altos executivos, incluindo o CEO Thorsten Heins.

Heins, agora demitido, assumiu o comando da BlackBerry no início de 2012. Desde então, a empresa permaneceu focada no BB10, novo sistema operacional para smartphones que estrearam no começo deste ano. Só que o Z10 e Q10 foram um fracasso: no mesmo trimestre, eles venderam menos que modelos antigos com BB7. O Nokia Lumia ultrapassou toda a BlackBerry em vendas.

Por isso, em agosto, a empresa anunciou que se dedicaria ao mercado corporativo, deixando o espaço dos consumidores. E a Fairfax, empresa canadense de investimento, queria comprar a empresa para mantê-la nesse caminho. Mas aparentemente, ela não conseguiu os US$ 4,7 bilhões que prometeu; e a chefia da BlackBerry desistiu da ideia.

Mesmo assim, parece que a BlackBerry estava desesperada: há rumores de que ela procurou Google, Samsung, LG e Intel para que elas comprassem a empresa. Supostamente, o Facebook, John Sculley (ex-CEO da Apple) e até Mike Lazaridis, o cofundador da BlackBerry – e que a fez perder a liderança no mercado de smartphones – estariam interessados em adquiri-la.

Mas agora a BlackBerry não quer ser comprada: quer andar com as próprias pernas, com uma ajudinha bilionária de uma boa alma. No último trimestre, a BlackBerry teve enorme prejuízo de US$ 965 milhões. Agora, ela quer arrecadar US$ 1 bilhão.

O que ela vai fazer com o dinheiro? Ele dará uma sobrevida à empresa. Há algum tempo, dissemos que a BlackBerry deveria se dividir e vender as partes. Fontes dizem à Bloomberg que ela está “mais aberta à ideia de uma dissolução”. O fim da BlackBerry como a conhecemos está cada vez mais próximo. [Globe and Mail e Bloomberg]