A próxima geração do Ford Explorer terá, nos bancos traseiros, cintos de segurança que inflam em acidentes em até 60 milissegundos, tipo um airbag. Mas a intenção não é absorver o impacto de corpos arremessados dentro do carro, indo de encontro ao banco da frente. Em vez disso, a área em que o cinto fica em contato com o corpo aumenta em cinco vezes.

Você continua sendo lançado para a frente, sem nada na frente para amortecer o impacto, mas o corpo sofre menos com colisões, reduzindo "lesões na cabeça, pescoço e peito em passageiros do banco traseiro, em geral crianças e idosos, que podem ser mais vulneráveis a estes tipos de lesões", de acordo com a Ford.

Não dá pra argumentar contra isso sem parecer que eu odeio a humanidade (eu odeio, mas crianças e e idosos eu deixo passar). No entanto, eu posso reclamar contra o segundo argumento da Ford: eles dizem que, como estes cintos são mais mais confortáveis em testes, eles devem ter um impacto positivo na baixa taxa de uso de cinto de segurança no banco traseiro, hoje em 61% nos EUA. Se o que a gente precisa é de um cinto mais macio pra consertar isso, então dava pra fazer isso por muito menos do que consumidores vão gastar em carros novos com cintos de segurança infláveis.

Fora que a criança não muda de expressão nas três imagens. Ou a Ford foi preguiçosa, ou esse menino está seriamente dopado. [Ford]