Agora é possível usar o metrô de São Paulo pagando com a Carteira do Google

Novidade está disponível em estações de trem e metrô da capital paulistana desde as 12h desta quarta-feira (1), e não precisa da tecnologia NFC ou de conexão à internet para funcionar. Nós testamos
Imagem: Guilherme Eler/Giz Brasil

Esqueceu o bilhete único em casa e está sem dinheiro para resolver o problema no guichê? Já dá para comprar bilhetes para o metrô e a CPTM (trens) de São Paulo usando a Carteira do Google. A novidade, que foi apresentada em evento à imprensa nesta quarta-feira (1º) pela manhã, passou a funcionar em todas as estações de trem e metrô da capital paulistana a partir das 12h de hoje.

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Desde 2021, as estações do metrô de São Paulo adotam a tecnologia de QR Code em suas catracas. Um passageiro que não tem o cartão TOP, que integra a Grande São Paulo, ou o bilhete único, cartão de transporte da SPTrans, e precisa comprar um bilhete no guichê, ganha um recibo com um código QR. Basta, então, fazer a leitura por aproximação para ter sua passagem liberada.

A Carteira do Google vai funcionar de forma parecida, armazenando bilhetes em formato QR Code. É possível comprar, usando cartões de crédito e débito virtuais ou físicos cadastrados pelo Google Pay, e guardar até 10 bilhetes. Tudo sem filas.

A funcionalidade é fruto de uma parceria do Google com a Autopass, e é viabilizada pela plataforma TOP — a mesma responsável pela tecnologia de aproximação nos metrôs de São Paulo.

Para usar a nova função, basta acessar o aplicativo “Carteira do Google”, que já vem instalado em smartphones Android. Depois, basta tocar na opção “Adicionar à carteira”, no cantor inferior direito da tela inicial. Daí, é só seguir o passo a passo, escolhendo o número de bilhetes desejado e preenchendo campos como telefone e CPF.

O Giz Brasil assistiu à uma demonstração do processo de compra até a liberação, que pareceu bem simples. Usuários que estiverem com sua localização ativada verão a opção “São Paulo” no topo da lista. Você pode assistir ao passo a passo nos vídeos abaixo.

É feito, então, o login da conta do Google Pay, que foi previamente associada a um cartão de crédito e débito. É possível associar um cartão ao Google Pay usando tanto a Carteira do Google quanto o próprio aplicativo do banco. Feito isso, o pagamento pode ser concluído e o bilhete fica disponível na carteira.

No Brasil, a tecnologia já está disponível no Rio de Janeiro e Brasília. Porém, é a primeira vez que o aplicativo ganha uma integração com uma plataforma para que a compra e o armazenamento do bilhete sejam feitos inteiramente (da compra ao uso) dentro da Carteira do Google. Pronto, basta aproximar do leitor da catraca para liberar o acesso.

Não é necessário ter um smartphone com a tecnologia NFC, que permite pagamentos por aproximação em maquininhas de cartão usando o celular, ou mesmo acesso à internet.

Bilhetes comprados de antemão, afinal, ficam disponíveis mesmo se o 5G (ou 4G, quem sabe) não estiver funcionando. Isso é algo bom, já que muitas das estações de metrô da capital paulistana funcionam a dezenas de metros da superfície, onde o sinal pode ser inconstante. Usuários que forem pegos de surpresa sem saldo na catraca, porém, precisam ter sinal de internet para fazer o processo de compra de bilhetes.

Outra vantagem é que os bilhetes guardados na Carteira do Google não expiram. Quem compra o acesso de papel pode usá-lo em estações apenas durante o prazo de 72 horas. A medida é uma tentativa de garantir que o recibo, feito de papel térmico, ainda consiga ser lido sem perder a tinta — algo que acontece com cupons fiscais guardados no bolso por muito tempo.

Visão do bilhete QR Code de São Paulo comprado pela Carteira do Google. Imagem: Divulgação/Google

Na demonstração feita nesta manhã, o tempo de leitura na catraca pareceu rápido, o que pode melhorar o intervalo entre a chegada na estação e o acesso à plataforma. A novidade é uma boa também para turistas, que não possuem (nem tem intenção de ter) cartões físicos do transporte público paulistano.

Segundo o Google, a compra de bilhetes era uma demanda dos usuários: uma pesquisa feita no metrô de São Paulo indicou que 42% deles queriam bilhetes digitais de trem e metrô. Assim como as compras por aproximação já se tornaram cada vez mais comuns, é questão de tempo até que a função se torne parte da vida de quem atravessa São Paulo de metrô.

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Guilherme Eler

Guilherme Eler

Editor-assistente do Giz Brasil, são-carlense e vascaíno. Passou pelas redações de Superinteressante, Guia do Estudante e Nexo Jornal.

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