A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão responsável por regular o setor de telecomunicações no Brasil, recebeu 15 propostas para o leilão do 5G, previsto para acontecer no dia 4 de novembro. As empresas interessadas no leilão são operadoras de grande e médio porte, consórcios e fundos de investimento do ramo das telecomunicações.

O objetivo do leilão é abrir novas faixas de radiofrequência para que a tecnologia seja implantada no Brasil. A entrega das propostas não garante que as empresas participarão do leilão, elas ainda podem ser desclassificadas caso não entreguem a documentação necessária.

As seguintes empresas entregaram a documentação:

  1. Algar Telecom S.A.
  2. Brasil Digital Telecomunicações LTDA
  3. Brisanet Serviços de Telecomunicações S.A.
  4. Claro SA
  5. Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos LTDA
  6. Consórcio 5G Sul
  7. Fly Link LTDA
  8. Mega Net Provedor de Internet e Comércio de Informática LTDA
  9. Neko Serviços de Comunicações, Entretenimento e Educação LTDA
  10. NK 108 Empreendimentos e Participações S.A.
  11. Sercomtel Telecomunicações S.A.
  12. Telefônica Brasil S.A.
  13. TIM S.A.
  14. VDF Tecnologia da Informação LTDA
  15. Winity II Telecom LTDA

Mas de fato o que muda com uma maior área de cobertura do 5G? A tecnologia promete ampliar o acesso a uma conexão mais rápida do que a internet que usamos hoje.

Umas das principais diferenças diz respeito a latência — o tempo entre um comando, como um clique em um link, até a resposta que o usuário recebe. No 5G, esse tempo é de menos de um milissegundo, enquanto a do atual 4G é de cerca de 70 milissegundos.

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O 5G deve ampliar os limites do que fazemos na internet, já que o aumento na velocidade de transferência de dados pode dar um gás no desenvolvimento de tendências tecnológicas.

Um exemplo disso é a internet das coisas (IoT), que define a integração da internet com objetos eletrônicos do dia a dia. A telemedicina e o setor de carros autônomos são outras duas aplicações que tendem a ganhar com isso. Afinal, um menor tempo de latência pode agilizar consultas remotas e tornar a resposta muito mais rápida.