Há alguns anos, o serviço de streaming da Amazon, o Prime Video, não era encontrado em dispositivos de streaming da Apple — ou seja, até o final de 2017, quando a empresa anunciou que o app Prime Video finalmente seria lançado na Apple TV. O que quebrou o impasse? Bem, agora a gente sabe.

E-mails entre Eddy Cue, da Apple, e Jeff Bezos, CEO da Amazon, divulgados nesta semana durante a grande audiência antitruste e relatados por Mark Gurman, da Bloomberg, mostraram que os executivos concordaram em um acordo que faria o Prime Video pagar apenas metade do “imposto da App Store” convencional.

A Bloomberg relata que a Apple normalmente fica com 30% das assinaturas feitas via Apple TV usando seu sistema de pagamento durante o primeiro ano de um aplicativo, mas o Amazon Prime Video concordou em pagar apenas 15% em assinaturas de canais parceiros como o Showtime.

Nem a Amazon nem a Apple retornaram imediatamente pedidos de comentários sobre os e-mails e a aparente confirmação de que a Apple faz exceções extraordinárias de política para alguns aplicativos, mas não para outros — um desequilíbrio que há muito irrita os desenvolvedores.

No mês passado, a política da App Store da Apple — que permite uma redução significativa de assinaturas vendidas por meio do seu serviço — foi criticada pelos desenvolvedores por trás do aplicativo de gerenciamento de e-mail Hey, um impasse de alto risco que acabou fazendo com que a Apple revisasse algumas de suas políticas.

Mas a Apple ainda é uma empresa, afinal — um gigante da tecnologia muito grande e muito poderosa. Embora certamente deseje que você acredite que é um monopólio benevolente, ainda é uma das empresas mais ricas do mundo. E, claramente, não há problema em fazer exceções às suas próprias regras, caso sejam diretamente benéficas para a Apple.

Diferente do que disse o CEO da Apple, Tim Cook, perante o subcomitê antitruste da Câmara dos EUA, a companhia não trata todos os desenvolvedores da mesma forma.