Os primeiros rumores de que a Apple está trabalhando em seu próprio carro autônomo surgiram há 8 anos, no longínquo 2014. Desde então, seu projeto sofreu uma série de alterações. Nos últimos anos, surgiram novas informações sobre o automóvel da empresa e sobre a proposta de fabricar um carro motorista-free até 2025.

No início de maio, a Apple registrou a patente de um veículo elétrico totalmente autônomo, mas com um diferencial que não está presente nos modelos que já estão no mercado: o suporte para realidade virtual.

“Por qual motivo um carro precisaria de realidade virtual?”, você, leitor, pode estar se perguntando. Bom, no caso do veículo Apple, que pode ser batizado, pelo menos agora no início, de iCar ou Apple Car, o modelo patenteado pode não ter nenhuma janela. A ideia aqui é dar ao usuário uma experiência multimídia completa a partir de um headset de realidade virtual.

Outra justificativa para o uso de VR nos veículos é para reduzir enjoos em passageiros que passam mal durante viagens e criar um ambiente controlado para quem busca ler algum livro ou assistir vídeos ou episódios de séries. Com a realidade virtual também seria possível visualizar o lado fora do veículo graças a algumas câmeras posicionadas estrategicamente na carroceria do automóvel.

Alguns rumores também apontam que a eletrônica do veículo deve ter chips fabricados pela própria Apple, a exemplo do que a empresa vem fazendo nos Macs e iPhones. Além disso, seguindo a proposta de ser totalmente autônomo, o veículo não deve ter nenhum controle para o motorista, nem mesmo um volante.

Carros autônomos não são uma novidade no mundo dos automóveis, mas é uma tecnologia que ainda carece de lapidação. Afinal, vira e mexe aparecem notícias de falhas ou acidentes envolvendo esse tipo de veículo.

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A tecnologia de veículos autônomos da Tesla, por exemplo, já está entre nós há alguns anos, mas ainda está em versão Beta — ou seja, continua em desenvolvimento. Para que a tecnologia de direção automática seja usada, o sistema do carro exige uma série de cuidados dos motoristas, como a obrigatoriedade de estar com as mãos no volante mesmo no modo autônomo, para que o condutor possa reagir em caso de falha no sistema.