Na semana passada, durante a CES 2020, enquanto eu pesquisava as tecnologias sexuais na feira, acabei encontrando um protótipo de um dispositivo vestível para evitar ejaculação precoce. O “dispositivo” era criação da Morari Medical e eu, de forma bastante madura, falei que o negócio era uma espécie de band-aid que vai no períneo — entre o ânus e o saco escrotal.

A CES acabou, mas eu recebi um e-mail do CEO e fundador da companhia que faz o band-aid para o períneo, Jeff Bennett. Na mensagem, ele me explicou uma das perguntas cruciais que eu tinha a respeito do adesivo: qual seria a sensação de tirá-lo dali? Afinal, trata-se de uma área sensível e com bastante pêlos.

Quando eu mostrei uma foto do band-aid para o meu parceiro, ele me pareceu aflito. Essa afliação, segundo Bennett, é desnecessária.

“Em relação ao nosso produto, eu entendo a reação inicial de qualquer pessoa sobre a dor que possa estar associada com a remoção de um band-aid, mas usamos um novo material de gel que não machuca ou puxa os pelos durante a remoção”, escreveu Bennett no e-mail ao Gizmodo. “Isso foi validado no feedback que tivemos daqueles que usaram o dispositivos em testes de conforto e encaixe já que ninguém relatou desconforto ao retirá-lo.”

Em minha defesa, quando eu vi o band-aid de períneo na CES, ele estava grudado num manequim com um pouco de fita adesiva. É bom saber, no entanto, que a Morari Medical se preocupou em não traumatizar ainda mais homens que já têm dificuldade de falar sobre o assunto.

Dito isso, a não ser que consigamos uma amostra para testar e colar no períneo de uma alma corajosa para tirá-la rapidamente, é difícil ter a certeza de que não dói mesmo. E até que a Morari Medical produza um dispositivo para análise, acompanhados de estudos clínicos, não sabemos a eficácia do band-aid para períneo. Talvez seja algo para se acompanhar para a próxima edição da CES.