O Uber abriu caminho para serviços concorrentes de motorista particular no Brasil, que se preparam para estrear no país em 2016. Um deles é o Cabify, que conta com apoio da gigante japonesa Rakuten.

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Segundo a Exame, existirão duas categorias do serviço: o Cabify Light (semelhante ao UberX) e o Cabify Executivo (semelhante ao Uber Black). A empresa exige carros sedã, SUV ou station wagon modelo 2010 em diante, com ar-condicionado e seguro para o passageiro.

Os motoristas devem ser “uniformizados, prestativos e educados com CNH que exerce atividade remunerada”. Poderão participar motoristas com carro próprio, com veículo de terceiros, e também investidores (que têm carros e precisam de motoristas, ou que já possuem terceiros para dirigi-los).

Cabify - passageira

O valor de cada corrida será calculado com base na distância – o tempo do percurso não importa. E, ao contrário do Uber, não haverá tarifa dinâmica nos horários de pico, então você não terá surpresas na hora de chamar um carro.

E quanto vai custar? A Cabify ainda não decidiu o preço por quilômetro, nem se terá uma tarifa-base. Mas Daniel Velazco Bedoya, chefe de operações da Cabify no Brasil, diz à Reuters que as tarifas “vão ser bastante competitivas tanto em relação ao Uber quanto em relação aos táxis”.

Ela também afirma à revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios que cada motorista vai receber entre 75% e 80% do valor da corrida.

 

A espanhola Cabify deve desembarcar no país em maio, começando por São Paulo e depois se expandindo para mais quatro cidades no país – uma delas, segundo o Wall Street Journal, será o Rio de Janeiro.

A Cabify existe desde 2011, atuando na Espanha, México, Peru, Chile e Colômbia. Segundo Bedoya, a empresa resolveu apostar agora no Brasil devido a um cenário regulatório mais favorável, depois que a prefeitura de São Paulo regulamentou o táxi preto – consequência do Uber no país.

cabify - interface espanha
Interface do app para iPhone do Cabify na Espanha; há também um app para Android

Isso faz parte de uma estratégia da gigante do e-commerce Rakuten – dona dos e-readers Kobo e do Viber – para apostar no mercado de motoristas particulares em determinados países. Ela investiu US$ 95 milhões na Cabify, e mais US$ 300 milhões no Lyft, outro concorrente do Uber.

É interessante notar que a Rakuten vê potencial na Cabify por sua “disposição em trabalhar com as autoridades”, segundo o WSJ. De fato, Bedoya diz à Reuters: “já tivemos alguns encontros com a prefeitura de São Paulo para discutirmos a melhor forma de entrada da empresa na cidade”.

Isso é bem diferente do Uber, que opera em diversas cidades sem esperar pela regulamentação – algo que se encaixa com o perfil mais agressivo de seu CEO, Travis Kalanick. Será que esse método da Cabify vai funcionar no Brasil? É esperar para ver.

[ExameReutersRevista PEGNWall Street Journal]

Imagens por Cabify