Foi dada a largada para o retorno da humanidade à Lua. Na manhã desta terça-feira (28), a NASA enviou ao espaço a missão CAPSTONE, que, apesar de não ter ligação direta com o programa Artemis, deve proporcionar aos cientistas informações que vão auxiliar viagens futuras ao satélite. 

O CAPSTONE é um pequeno cubo, com tamanho similar a um micro-ondas, de 25 kg. O satélite foi colocado a bordo do Electron, um foguete de 18 metros de altura criado pela Rocket Lab. A cápsula partiu complexo da empresa na Península Māhia, na costa leste da Nova Zelândia.

A previsão é que o pequeno cubo entre em órbita lunar no dia 13 de novembro. Sim, é uma viagem mais longa do que os humanos fizeram para chegar à Lua durante as missões Apollo. Mas há uma explicação para isso.

No passado, foi utilizado o foguete Saturno V, considerado o mais poderoso já lançado pela NASA. O Electron, por sua vez, é menos potente, já que foi desenvolvido com o objetivo de levar pequenos satélites para a órbita da Terra.

O foguete, inclusive, desacoplou após nove minutos do ônibus espacial Photon, onde está inserido o cubo CAPSTONE. Agora, o pequeno maquinário viaja lentamente rumo a um ponto conhecido como Near-Rectilinear Halo Orbit (NRHO). 

A região é influenciada pelas forças gravitacionais da Lua e da Terra, o que deve permitir que o objeto permaneça estável sem gastar muito combustível. É neste local que os cientistas pretendem instalar a estação espacial Gateway, que deve servir como centro de lançamento para missões tripuladas à Lua. 

Porém, a estabilidade do ponto NRHO nunca foi testada, sendo o CAPSTONE nada menos do que um objeto de estudo, que ficará registrando informações da área durante seis meses. 

A missão CAPSTONE deveria ter sido lançada em maio, mas sofreu uma série de adiamentos para verificação de sistemas e outros testes. Ela custou mais de US$ 30 milhões e está sendo liderada pela NASA, Advanced Space e Rocket Lab.