A China está perto de lançar os dois últimos satélites que completarão o Sistema de Navegação por Satélite BeiDou-3 – o rival do país ao Sistema de Posicionamento Global (GPS) dos Estados Unidos.

Ran Chengqi, porta-voz do Escritório de Navegação por Satélite da China, compartilhou o status do programa na sexta-feira em um evento raro para a imprensa, de acordo com a Associated Press. Ran disse a repórteres que este mês a China lançou satélites que compunham o núcleo do sistema de navegação, permitindo que a rede forneça um serviço global.

As adições elevaram o número de satélites na constelação para 24, se aproximando da conclusão da rede. “Antes de junho de 2020, planejamos lançar mais dois satélites em órbita geoestacionária e o sistema BeiDou-3 será totalmente concluído”, disse Ran, de acordo com a AP.

Esta é a terceira versão do sistema BeiDou. O BeiDou 1, composto por três satélites, começou a fornecer serviços de navegação limitados em 2000 e foi desativado em 2012. Naquele ano, a rede de dez satélites do BeiDou 2 começou a fornecer serviços na Ásia e nos arredores.

Em 2015, a China começou a trabalhar em uma terceira versão do projeto, capaz de fornecer cobertura global. O BeiDou é agora o quarto serviço de posicionamento global – depois do GPS, totalmente operacional em 1993; o GLONASS da Rússia, que fornece cobertura global desde 2011; e o Galileo da União Europeia, em funcionamento desde 2016.

No ano passado, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA permitiu que dispositivos não federais usassem alguns sinais do Galileo.

Ran disse à mídia que, com o lançamento dos mais recentes satélites BeiDou, a rede agora tem uma precisão de cinco metros na Ásia-Pacífico e dez metros em qualquer outro lugar do mundo.

“Como uma importante infraestrutura espacial para a China fornecer serviços públicos ao mundo, o sistema BeiDou sempre aderirá ao conceito de desenvolvimento de ‘Beidou da China, BeiDou do mundo e BeiDou de primeira classe’, servindo o mundo e beneficiando a humanidade”, disse Ran, de acordo com a AP.

Com a conclusão do BeiDou, a China chegará mais perto de levar seu próprio estado de vigilância para o resto do mundo.