A China tem grandes ambições espaciais. Um dos primeiros grandes feitos deles foi colocar uma sonda no lado escuro na Lua, nunca antes alcançado por nenhuma nação. O próximo passo do gigante asiático é explorar Marte, e a primeira missão já está agendada para ser enviada agora em julho.

A missão chinesa foi batizada de Tianwen-1, que significa “perguntas celestiais”. O termo foi inspirado em um longo poema de mesmo nome escrito por Qu Yuan, um poeta do século 4 a.C. A empreitada do gigante asiático envolve implementar um sonda orbital para estudar o Planeta Vermelho e um rover robótico controlado remotamente para explorar a superfície.



A ideia é que o rover estude o solo, a estrutura geológica e atmosfera de Marte, segundo a Administração Espacial Nacional da China, ou CNSA, na sigla em inglês. O jipezinho terá seis rodas, contará com painéis solares e carregará com ele 13 instrumentos científicos, pesando ao todo 240 kg.

A previsão é que a missão chegue a Marte em fevereiro de 2021, porém o SpaceNews diz que a tendência é que a agência chinesa observe o planeta por um tempo para, posteriormente, tentar pousar o veículo até julho de 2021.

Esta é a primeira missão da China com destino à Marte, e, por enquanto, só a NASA conseguiu pousar com sucesso por lá, tendo conseguido colocar quatro rovers no planeta — o próximo, inclusive, chamado de Perseverance, deve ser lançado em fevereiro de 2021.

Uma das complicações de tentar pousar em Marte é sua atmosfera que é bem diferente da que temos na Terra. Em conversa com o Gizmodo Brasil na ocasião do lançamento do seu livro, Ivair Gontijo, que trabalha no JPL (Laboratório de Propulsão à Jato da NASA), explicou que o ar lá é fino e a gravidade é diferente. Então, uma das técnicas para fazer a Curiosity chegar com segurança foi fazer com que a sonda voasse em S no céu, além de usar dispositivos pirotécnicos para ajudar no pouso.

Os planos da China não param por aí. Eles ainda planejam uma missão para tentar trazer de volta para a Terra material coletado em março, além de considerar uma viagem para orbitar Júpiter e para observar gigantes de gelo (como Netuno) e o espaço interestelar.

[TechCrunch, Space News e CNN]