Graças a empresas como a Boston Dynamics, agora temos robôs que podem subir escadas, executar parkour e até mesmo realizar um mortal. Mas, a façanha de torná-los indistinguíveis dos humanos será infinitamente mais desafiadora se Cleo, um autômato projetado com movimentos expressivos semelhantes aos humanos, servir de indicação.

Construída pela plataforma Mesmer, a autômata foi desenvolvida pela Engineered Arts, uma empresa que projeta e constrói robôs destinados a parques de diversões. Na verdade, se você desconsiderar a pele, que deixa tudo mais esquisito, vai reconhecer que a máquina é bem sofisticada. OK, a Atlas, da Boston Dynamics, é muito mais impressionante — mas é tão complexa que ainda nem tem preço.

Os movimentos de Cleo são facilitados por múltiplas articulações na região dos braços, pulso e pescoço, além de cinco rotações em cada ombro, o que permite a realização de gestos sutis de linguagem corporal, como um simples encolher de ombros, o que é uma evolução quando pensamos nos personagens animatrônicos que a Disney desenvolveu décadas atrás para seus parques de diversões. O mais fascinante de tudo, é como os movimentos se assemelham aos nossos.

Mas as coisas ficam esquisitas quando a robô é programada para recriar as performances expressivas de cantoras como Celine Dion, que usam os movimentos de suas mãos e braços para transmitir as emoções que acompanham sua voz.

Os resultados são a síntese perfeita do “vale da estranheza“. É bizarro notar o rosto de Cleo e sua pele artificial, que se esforça para se mover e flexionar de forma convincente para transmitir qualquer emoção além de terror. Como os pesquisadores da Disney demonstraram no ano passado, criar um ser humano falso com tendências realistas é muito mais do que apenas boca e olhos em movimento.

A Cleo tenta parecer mais humana com  pequenos movimentos de respiração, ajustes suaves feitos pelo corpo enquanto ela está se equilibrando sobre os dois pés e até mesmo mudanças constantes feitas pelos olhos enquanto a pessoa com quem está falando está mudando o foco e estudando seu próprio rosto. Mas, não dá. Ainda estamos caminhando na criação de um rosto robótico complexo o suficiente para recriar essa sinfonia de pequenos movimentos para enganar o cérebro humano.

E é por isso que você vê empresas como a Disney está focando em criar robôs que se parecem personagens de desenhos A nova atração de A Bela e a Fera na Disneylândia de Tóquio, por exemplo, tem robôs com expressões exageradas — e funciona. Por isso, não esperamos que uma Bela robótica pareça perfeitamente humana e, por isso mesmo, vê-la em movimento é tão legal.