Autoridades sanitárias de Portugal identificaram 13 casos da variante ômicron entre jogadores do time de futebol Belenenses. Um deles, o zagueiro Cafu Phete, havia retornado recentemente da África do Sul, país em que a variante foi detectada pela primeira vez em 24 de novembro.

Outros 17 jogadores e membros da comissão do Belenenses já haviam testado positivo para a Covid-19 na última semana, mas mesmo assim o time entrou em campo no último sábado (27) para disputar uma partida da Primeira Liga contra o Benfica.

Durante coletiva de imprensa realizada no sábado, os presidentes das equipes disseram que pediram pelo cancelamento do jogo, mas a solicitação não foi atendida pelas autoridades. Eles optaram por seguir com o jogo para que não fossem penalizados por “ausência injustificada”.

O primeiro tempo contou com apenas nove jogadores do time, e o número caiu para sete após o intervalo. O placar marcava 7 x 0 para o Benfica quando o jogo foi encerrado, aos dois minutos do segundo tempo. 

Agora são 44 isolados

De acordo com um porta-voz do clube, 44 pessoas envolvidas no episódio direta ou indiretamente estão agora isoladas em casa, esperando para repetir os testes. Além disso, o representante disse que a maioria dos infectados são assintomáticos ou apresentam apenas sintomas leves da doença. Nenhum jogador do Benfica foi isolado.

A ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação, ou seja, possui mutações que podem deixar o vírus mais transmissível ou então driblar o funcionamento de vacinas. Porém, são necessários mais estudos para confirmar o seu risco. Até o momento, a variante foi detectada em 17 países e não foi responsável por nenhuma morte. 

Na semana passada, Portugal voltou com restrições para impedir a propagação da Covid-19. Nesta segunda-feira (29), o país decidiu também restringir voos de ida e volta de Moçambique, sua ex-colônia que faz fronteira com a África do Sul.