por Thiago Simões

The Banner Saga me encantou pela beleza, arte e simplicidade, sem perder o desafio. Mas, quando o terminei, ficou um vácuo na minha vida gamer. A segunda edição ainda não foi lançada, porém, depois da E3, um título me chamou a atenção. Skyshine’s Bedlam, publicado pela Versus Evil, recebeu prêmios da GamerHeadquarters, WorthPlaying, HardcoreGame e três indicações na última E3.

O que será que fez do título algo especial? Imagine um roguelike de estratégia em turnos, ambientado em um mundo pós-apocalíptico, que lembra muito o apresentado no filme Mad Max.

Você é o último dos moicanos, chamado Mecânico, e tem como objetivo levar sua tripulação pelo deserto de Bedlam até Aztec City. Ao longo do percurso, diversos desafios aparecerão, como inimigos e a administração de recursos.

Seus adversários são conhecidos como saqueadores, ciborgues, mutantes e robôs, cada um com sua peculiaridade, característica, dificuldade e ponto fraco. Caberá a você desmistificar os prós e contras de seus adversários para traçar a melhor estratégia de combate.

Se o desafio já não fosse intenso, você terá que administrar recursos ao longo da sua caminhada no Bedlam, como alimento, combustível e energia nuclear. Esse último item parece o menos essencial, porém, no decorrer da aventura, você saberá da sua importância, já que ele será essencial para a evolução de sua base militar móvel.

Skyshine's Bedlam

Como dissemos no início, Skyshine’s Bedlam é um roguelike, ou seja, apesar do mapa de aventura parecer pequeno, o game gera os cenários de forma aleatória, fazendo com que a aventura ganhe um fator replay gigantesco.  Além disso, outra característica importante deste gênero está na morte, no game over. Acabou, acabou! Vai ter que começar desde o início. Nada de utilizar saves ou desligar o jogo antes de sua morte.

As ações do jogo podem ser divididas em dois pontos fundamentais. O combate em turnos e a interação com a narrativa. Esta última segue o encontrado em The Banner Saga, onde você poderá decidir o que será feito durante suas caçadas por recursos e encontro com nômades. Já o combate em turnos merece uma atenção especial, pois ele terá influência direta no seu rendimento no game.

A interação com os inimigos ocorrerá em visão isométrica, como observado na imagem acima. O combate será feito em turnos, mas de forma diferente do encontrado em muitos jogos desta modalidade. O destaque fica pela possibilidade de você ter dois movimentos por turno, sendo que é possível utilizar apenas um dos personagens dos seis possíveis do combate se essa for a sua vontade.

No mapa do tiroteio estarão espalhadas proteções para os seus personagens e recursos para serem obtidos. Muitas vezes, você ficará na dúvida de salvar um companheiro ou pegar um recurso.  Aliás, cada um dos seus aliados possui sua particularidade, como armamento, dano e força, sendo possível escolher quantos e quais estarão disponíveis para o confronto. Você ainda conta com poderes que podem ser utilizados ao gastar a energia nuclear, como recuperar pontos de vida, melhorar a proteção e ganhar turnos, ou então realizar um bombardeio massivo nos inimigos.

O balanceamento dos personagens ainda peca, esperamos que seja melhorado ao longo dos dias – é algo que já foi muito criticado durante a fase beta. Para termos uma ideia, seus snipers dificilmente sobreviverão a uma batalha com o inimigo. O mínimo de dano que um deles pode dar é de dois pontos, sendo que a energia dos seus atiradores de elite não passa de 2. O pior de tudo é que eles se movimentam pouco no cenário, portanto, torça para eles iniciarem o combate em uma posição de retaguarda.

A história de Skyshine’s Bedlam é contada em forma de quadrinhos, mas que não encanta – principalmente para quem já se divertiu com a arte encontrada em The Banner Saga. Até porque a interação com os personagens é pouca, tirando o fato que você pode colocar o nome que bem entender em cada um deles. Porém, o game pode ser uma excelente opção para quem procura algo parecido com The Banner Saga no mercado.

Skyshine’s Bedlam já está disponível para PC via Steam.

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Thiago Simões é comentarista de futebol e hóquei no gelo na ESPN, e toda semana ele falará de games em sua coluna para o Gizmodo Brasil. Siga o Thiago no Twitter.