Imagina ver seu passatempo preferido virar passaporte para 28 universidades nos Estados Unidos? Foi o que aconteceu com Matheus Guimarães Montenegro, de 20 anos, que mora em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Como contou esta reportagem do G1, Matheus joga Fortnite — jogo de tiro on-line no formato “battle royale” — desde os 10 anos. Logo após concluir o ensino médio em escola pública, o jovem começou a buscar oportunidades acadêmicas fora do país, e virou membro de projetos que envolviam o estudo da língua inglesa.

Pesquisando sobre processos seletivos de universidades dos EUA, Matheus percebeu que suas habilidades no jogo poderiam servir como porta de entrada. O motivo? A bolsa de estudo pode vir de uma vaga para a equipe de e-sports dessas instituições. É parecido como funcionam as bolsas para atletas universitários do basquete ou futebol americano, por exemplo — só que com jogos em vez de um esporte tradicional.

Matheus também teve que apresentar suas notas no ensino médio, cartas de recomendação de professores, atividades extracurriculares e fazer redações. Fez também um teste de inglês e uma entrevista, na qual foi questionado sobre sua experiência acadêmica e em campeonatos de jogos eletrônicos. Além, claro, de fazer vídeos reunindo os seus highlights durante a jogatina no Fortnite e enviar para as instituições.

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Apesar do alto número opções, ele já escolheu sua universidade: Oklahoma Christian University, onde ganhará 75% de desconto. Porém, a bolsa não garante a ida do jogador aos Estados Unidos. Por conta disso, ele lançou uma campanha de financiamento coletivo nas redes sociais. Como as aulas iniciam em 1º de agosto, a meta é conseguir US$ 16.503 (cerca de R$ 85 mil) até o fim de julho.

O dinheiro arrecadado será utilizado para custear o restante do curso, além de moradia, alimentação, plano de saúde e o visto de estudante. Boa sorte ao Matheus na sua nova quest.