O Metaverso, projeto quase obsessivo de Mark Zuckerberg, está chegando às universidades brasileiras. Com a pandemia de Covid-19 e a popularização dos cursos à distância, ficou claro que um ensino remoto de qualidade é possível. Agora, a “sala de aula do futuro” traz para esse cenário a realidade virtual.

O Metaverso é um ambiente virtual imersivo construído por meio de diversas tecnologias, como realidade virtual, realidade aumentada e hologramas. Começou a despertar o olhar mundial após Zuckerberg mudar o nome da sua empresa para Meta e investir fortemente nesse segmento.

Uma das primeiras salas de aula desse tipo foi lançada na última semana pela FIA Business School, que passou a administrar cursos no Metaverso. A professora usa óculos de realidade virtual para ensinar, enquanto os alunos que ainda não tiverem o aparelho podem entrar para o espaço online por meio de videochamada.

Já a Universidade de São Paulo (USP) e a United States of Mars, USM (formalmente chamada de Radio Caca ,RACA) firmaram um acordo de cooperação internacional para fomentar pesquisas sobre aplicações e aspectos técnicos, econômicos e legais do Metaverso. Tornando-se a primeira universidade pública brasileira na realidade virtual. 

A universidade paulista recebeu um NFT (token não fungível), que consiste em uma terra rara no Metaverso e está sendo construído pela USM em parceria com outras universidades do mundo. Isso significa que a instituição terá suas próprias “terras virtuais”, onde poderá construir diferentes espaços para interação com e entre usuários.

Agora é uma questão de tempo para as portas das salas de aula virtuais da USP se abrirem.