Cinco anos atrás, ninguém saberia dizer o que é a tecnologia do deepfake. Hoje, os rostos falsos criados por inteligência artificial (IA) são tão comuns na internet que começam a invadir os mais diversos ambientes e plataformas, inclusive no campo corporativo, como no LinkedIn, por exemplo.

Um estudo realizado pelo Internet Observatory, da Universidade de Stanford, e divulgado pelo site NPR, mostrou que mais de mil perfis no LinkedIn estão usando o que parecem ser rostos criados por IA. O trabalho realizado pelos pesquisadores Josh Goldstein e Renée DiResta foi motivado quando DiResta foi abordada na rede social corporativa e percebeu que a pessoa utilizava o artifício do deepfake.

Os rostos falsos já vêm sendo usados num amplo espectro de aplicações, que vão desde vídeos de memes humorados a campanhas de desinformação governamental. Porém, no LinkedIn, o deepfake vem sendo usado para algo mais mundano, como uma estratégia de vendas para empresas.

Como é o deepfake no LinkedIn

Do ponto de vista comercial, utilizar rostos gerados por computador é mais barato do que contratar vendedores para criar contas reais no LinkedIn e tirar selfies convincentes. Assim, seria possível criar uma ampla rede de vendas utilizando imagens de pessoas sorridentes e que aparentam ser confiáveis.

Por enquanto, a prática não é considerada ilegal, porém, ela viola regras do próprio LinkedIn, que não permite a criação de perfis falsos na plataforma. Após o alerta dos pesquisadores, a rede social – controlada pela Microsoft – afirmou que realizou uma investigação interna e removeu os perfis falsos.

“No final das contas, trata-se de garantir que nossos membros possam se conectar com pessoas reais, e estamos focados em garantir que eles tenham um ambiente seguro para fazer exatamente isso”, afirmou o LinkedIn em comunicado.

Somente no primeiro semestre de 2021, o LinkedIn removeu 158 milhões de contas falsas, segundo relatório divulgado pela própria empresa.