O Ministério de Saúde informou neste sábado (29) o segundo caso de coronavírus no Brasil. Agora, há mais detalhes sobre o paciente: se trata de um homem de 32 anos, residente de São Paulo, que chegou da Itália no dia 27 de fevereiro de voo procedente de Milão (Itália), na região da Lombardia (norte do país), quando também iniciou os sintomas.

Ele foi atendido no Hospital Israelita Albert Einstein no dia 28 de fevereiro e afirmou ter usado máscara durante todo o voo. Ele estava acompanhado de sua esposa, que não apresenta sintomas. Foi o único contato domiciliar que teve.

O paciente relatou febre, tosse, dor de garganta, mialgia (dor muscular) e cefaléia (dor de cabeça). O quadro clínico é leve e estável e, por isso, ambos estão em isolamento domiciliar e monitoramento diário pela Secretaria Municipal de Saúde São Paulo.

O Ministério da Saúde considerou como final o teste realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, com o exame específico para SARS-CoV2. O hospital foi orientado a enviar uma alíquota da amostra do paciente para o Instituto Adolfo Lutz para monitoramento genético do vírus – deste modo, cientistas poderão fazer o sequenciamento do RNA e obter detalhes sobre a origem, possíveis mutações e ajudar a comunidade internacional no desenvolvimento de vacinas e testes.

A investigação de contatos próximos durante o voo e outros locais está em curso por meio das secretarias estadual e municipal, em conjunto com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O incidente não está relacionado com a primeira confirmação, que aconteceu no começo da semana, embora o novo paciente também tenha viajado à Itália. De acordo com as autoridades brasileiras, não há evidências de circulação do vírus em território nacional.

Os últimos dados liberados pelo Ministério da Saúde apontam que há 182 casos de COVID-19, o nome oficial do coronavírus, em monitoramento. Na última sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco global sobre o novo coronavírus para “muito elevado”. Esse mesmo nível que o grupo tinha colocado para a situação na China, mas agora em nível internacional. Apesar da mudança, a doença ainda não se tornou oficialmente uma “pandemia”.

Dados da OMS apontam que foram confirmados 85.403 casos em todo o mundo, em 54 países. Foram registrados 2.924 óbitos, representando uma letalidade global de 3,4%.

A China representa 93% (75.394) dos casos confirmados e 97% (2.838) do total de óbitos no mundo, com letalidade de 3,6%. Fora da China, há 7% dos casos (6.009), com 86 óbitos, representando uma letalidade de 1,4%.