Na terceira e última etapa da visita aos EUA, a presidente Dilma Rousseff conheceu nesta quarta-feira (1) a sede do Google, em Mountain View, na Califórnia, e foi apresentada a alguns projetos da empresa, como o carro que dirige sozinho e o Loon, o balão que leva internet a locais de difícil acesso — que já foi, inclusive, testado no Brasil.

Acompanhada de cinco ministros — Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Nelson Barbosa (Planejamento), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Renato Janine Ribeiro (Educação) e Jaques Wagner (Defesa) — Dilma foi recebida pelo atual presidente do Google, Eric Schmidt.

Durante o encontro, Schmidt anunciou a expansão do centro de engenharia do Google em Belo Horizonte, que receberá novas instalações em novembro e dobrará o quadro de engenheiros. A empresa investiu mais de US$ 200 milhões na expansão deste centro, que funciona desde 2005.

Em nota, o presidente do Google classificou a visita de Dilma como “especialmente oportuna”, uma vez que ela ocorre duas semanas antes do aniversário de dez anos do Google no Brasil.

Após a visita, Dilma almoçou na Universidade de Stanford com outros 25 executivos do Vale do Silício em um evento organizado por Condoleezza Rice. Estavam presentes Mark Zuckerberg e Brian Chesky, da AirBNB, além de Schmidt.

Após o almoço, a visita da presidente aos EUA se conclui com uma passagem por um centro de pesquisa da NASA — nada de extraordinário na visita, mas de acordo com informações da Reuters, Dilma busca uma parceria para lançar satélites comerciais. Apesar de fontes oficiais de ambos países confirmarem que a atual visita não tem relação com a parceria, ela pode influenciar a escolha de Dilma, que também estuda uma parceria com a Rússia. Além disso, Aldo Rebelo ministro da Ciência e Tecnologia, esteve na NASA mês passado, onde almoçou com com John R. Dailey, diretor do Museu do Ar e do Espaço no Instituto Smithsonian. Dilma e equipe retornam ao Brasil na noite desta quarta-feira.

Espionagem

A visita oficial aos EUA ocorre dois anos depois do planejamento original: prevista para outubro de 2013, Dilma cancelou a viagem semanas antes do embarque depois que veio à tona que a NSA espiava comunicações brasileiras, incluindo as da presidente, segundo denúncias de Edward Snowden. A presidente deu o mal estar de dois anos atrás como encerrado, dizendo acreditar nas garantias dadas pelo presidente Barack Obama a respeito das mudanças nas políticas de segurança do país.

A visita ocorre para promover acordos bilaterais e parcerias entre os dois países, como o Global Entry, programa que facilita a entrada de brasileiros que viajam com frequência ao país. Em coletiva feita ao lado de Dilma, Obama afirmou que Brasil e EUA são “parceiros naturais”. [Quartz, UOL]

Foto de capa: Blog do Planalto/Flickr

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