O plano para a criação de uma joint venture de aviação comercial no Brasil entre Embraer e Boeing avançou nesta segunda-feira (17). O negócio, que havia sido anunciado em julho, foi aprovado entre as partes e está avaliado em US$ 5,26 bilhões. O valor é maior do que a estimativa inicial, que era de US$ 4,75 bilhões.

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A Boeing terá 80% da joint venture e, portanto, pagará US$ 4,2 bilhões. O valor supera em mais de 7% o valor de mercado da Embraer no fechamento do pregão da última sexta-feira (R$ 15,2 bilhões), conforme aponta o G1. A Embraer será dona dos outros 20%, mas poderá vender sua parte para a Boeing a qualquer momento.

Esse ainda não é o último passo para o acordo ser fechado. É preciso que o governo brasileiro, que tem poder de veto em decisões estratégicas, aprove o negócio. Depois disso, será preciso ainda aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, “bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo”, conforme descreve a Embraer.

O negócio avançou agora porque o Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF3) revogou na semana passada uma liminar que impedia as empresas de seguirem com as negociações.

Aviação comercial

Caso o negócio seja concluído, a joint venture será liderada por uma equipe de executivos no Brasil, incluindo um presidente e CEO. E Boeing irá controlar a empresa, que responderá diretamente a Dennis Muilenburg, presidente e CEO da Boeing.

Tudo isso, no entanto, trata-se apenas de aviação comercial. A nova empresa irá atuar no segmento de aeronaves menores, com capacidades de 37 a 146 passageiros, e na área de aviões comerciais de grande porte, que partem de 150 até 550 assentos.

A intenção é criar uma gigante da aviação para concorrer com a Airbus e Bombardier, que fizeram um negócio similar em 2016. A aquisição da Embraer pela Boeing é estratégica principalmente pelo fato de a empresa brasileira ser a líder mundial no segmento de aeronaves menores. A Boeing é a maior fabricante de aviões do mundo.

A expectativa é que os lucros da Boeing só sejam impactados depois de 2020.

Área de defesa

Há um segundo acordo entre as empresas que diz respeito ao desenvolvimento do avião multimissão KC-390 e outros negócios na área de defesa.

Neste negócio, a Embraer será a controladora, com 51% de participação, e a Boeing, os 49% restantes. O valor total do negócio não foi informado e ainda é preciso aprovação do conselho de administração da Embraer

[G1]