A Essential, empresa fundada em 2015 pelo desacreditado ex-executivo do Google, Andy Rubin, divulgou imagens de seu smartphone Project Gem na terça-feira (8) – e basicamente parece um telefone cortado no meio.

Rubin deixou o Google em 2014, depois de acusações de assédio sexual e coerção, com seu pacote de saída de US$ 90 milhões e acusações de que a gigante da tecnologia protegeu ele e outros executivos, provocando uma reação considerável, incluindo uma paralisação maciça dos funcionários do próprio Google. (Desde então, os funcionários do Google disseram que a empresa os retaliava por seu envolvimento na paralisação, e os documentos judiciais no divórcio de Rubin alegavam que ele operava uma “rede sexual”.)

A empresa que ele fundou posteriormente, a Essential, lançou o minimalista PH-1 em 2017, que teve uma crítica negativa do Gizmodo, embora consideremos o aparelho uma opção um pouco mais competitiva, pois seu preço caiu para menos da metade.

O novo telefone da Essential tem um “formato radicalmente diferente”, segundo Rubin, ou seja, é alongado com uma interface do usuário orientada verticalmente, além de grandes ícones e botões laterais. Ele também tem o que parece ser uma grande protuberância para a câmera na parte traseira, o que pode indicar uma mudança significativa da câmera abaixo do esperado em seu antecessor. Há também um círculo recuado na parte traseira do dispositivo, posicionado aproximadamente no mesmo local que um sensor de impressão digital.

O Gem foi confirmado como sucessor do PH-1 original, de acordo com o The Verge.

Tradução: Nós estamos trabalhando em um novo dispositivo para transformar sua perspectiva sobre aparelhos móveis. Agora, estamos no início dos testes com nossa equipe fora do laboratório. Estamos ansiosos para compartilhar mais informações no futuro próximo!

Outros recursos do Gem incluem um material na parte traseira do dispositivo que parece mudar de tom de acordo com a luz, o que é visualmente impressionante, mas talvez não seja um grande ponto de venda, dada a popularidade das capas de proteção.

Curiosamente, no ano passado, a Bloomberg informou que a Essential estava trabalhando em um telefone projetado para ter uma tela pequena e que teria um assistente capaz de executar várias funções para o usuário sem intervenção manual. O telefone “exigiria que os usuários interagissem principalmente usando comandos de voz, em conjunto com o software de inteligência artificial da Essential”.

Vazamentos do XDA Developers no mês passado mostraram que o novo telefone possuía um código que identifica um modo de “impressão digital walkie-talkie”, que poderia ser uma maneira de ativar o assistente. Nesse caso, talvez esse buraco na parte de trás não seja um sensor de impressão digital. A Bloomberg observou que Rubin já havia descrito planos para uma integração de assistentes e telas pequenas como uma maneira de combater o uso “viciante” do celular.

Por outro lado, esse novo formato de dispositivo parece impedir o uso normal de muitos aplicativos, e só Deus sabe o quão conveniente será o uso do teclado. Se o principal modo de interação com o dispositivo for um assistente de voz, isso pode se tornar muito irritante – e limitar muito a privacidade – rapidamente. Além disso, há toda a questão do comportamento detestável atribuído a Rubin, que provavelmente deve fazer com que os consumidores em potencial pensem duas vezes.