Um novo artigo publicado na revista The Lancet indica que a CoronaVac tem entre 69,5%  e 77% de eficácia em casos graves de Covid-19 causados pela variante Delta. Foram quase 11 mil voluntários, sendo grupos de pessoas não-vacinadas ou vacinadas com a primeira ou segunda dose. O estudo foi realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China em parceria com a Escola de Saúde Pública da Província de Guandong.

De todos os 10,7 mil pacientes infectados pela Covid-19 que participaram do estudo, apenas 102 tiveram pneumonia. E desses pouco mais de cem, 85 eram pessoas não-vacinadas. 

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18), em São Paulo, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que “não houve nenhum óbito no grupo vacinado, portanto, isso é uma grande notícia. Demonstrando a efetividade da vacina da CoronaVac contra a variante delta, que preocupa o mundo nesse momento”.

De fato, a variante Delta já deixou em alerta toda a Europa. Na última semana, foi responsável por cerca de 84% dos novos casos de coronavírus no Brasil. De acordo com o CDC dos Estados Unidos, o risco de ser infectado pela variante Delta é duas vezes maior do que em relação às outras linhagens do coronavírus. 

Felizmente, a pesquisa do CDC da China mostra que não houve nenhum óbito, e a vacina se mostrou eficaz no seu propósito: evitar casos graves. tempos, os cientistas alertam que mesmo as pessoas vacinadas podem ser infectadas pela Covid-19, e que a função do imunizante é justamente reduzir o risco de complicações. 

Na última semana, o Brasil viu seus estados diminuindo as ocupações nos leitos de UTI do sistema público de saúde, e esse resultado está totalmente ligado ao avanço na vacinação.

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Novamente, esse não é o momento de voltar a vida ao normal – ainda mais com a ameaça da variante Delta. Mas é o momento de lembrar a todos que a vacina, seja qual for, é a nossa melhor e única solução.

[UOL]