A Essential Products, startup que fazia um smartphone e era tocada por um dos fundadores do Android, foi oficialmente fechada após anos tentando emplacar neste mercado tão competitivo.

A empresa anunciou nesta quarta-feira (12) em um blog post que estava encerrando as operações e que o conceito de smartphone do Project GEM Essential, anunciado no ano passado, “não tinha um caminho claro” para se tornar um dispositivo de consumo.

Alguém vai sentir falta disso? Provavelmente, não.

A Essential era uma empresa de hardware com certo charme em 2017, quando lançou seu primeiro (e único smartphone), o PH-1. O telefone teve alguns problemas, principalmente no que diz respeito ao software da câmera, mas as atualizações ao longo do tempo (e uma queda acentuada nos preços) tornaram o PH-1 mais atraente ao longo do tempo. Ninguém comprou o telefone, mas investidores e especialistas do setor de tecnologia na época ficaram animados em ver o que Rubin, considerado o criador do sistema Android, faria a seguir. Rubin levantou US$ 300 milhões para financiar seus esforços.

Essential PH-1Essential PH-1 foi inovado com seu entalhe discreto. Crédito: Sam Rutherford/Gizmodo

Mas então, o New York Times informou em 2018 que a saída de Rubin do Google, que supostamente pagou a ele US$ 90 milhões, foi devido a alegações de má conduta sexual. Rubin negou a reportagem, mas o desinteresse quanto à Essential acelerou.

A startup tentou recuperar seu entusiasmo inicial em outubro do ano passado, quando Rubin tuitou imagens de um novo telefone com um “formato radicalmente inteligente”, que parecia um smartphone cortado verticalmente ao meio. O Project GEM, como era chamado, despertou algum interesse devido ao seu design e interface de usuário com orientação vertical, mas principalmente fez as pessoas se perguntarem por que Rubin ainda estava investindo na Essential.

Smartphone Project Gem, da EssentialProject Gem. Crédito: Essential

A Essential foi uma empresa criada em torno da reputação de Rubin. Afinal, ele liderou a criação do sistema operacional móvel que agora é usado em 80% dos smartphones do mundo. Mas o único produto da Essential não era muito bom em um mercado incrivelmente competitivo, e seu fundador revelou-se profundamente falho em manter sua imagem. Enfim, não era um modelo de negócios sustentável.