Na semana passada, o gabinete do xerife da Carolina do Sul publicou uma história bem doida em sua página do Facebook sobre como a funcionalidade “Pessoas que você talvez conheça” do Facebook frustrou a tentativa de uma mulher de esconder sua identidade da polícia.

O caso, que já foi compartilhado milhares de vezes e foi destacado pela mídia local, aconteceu quando uma mulher que dirigia uma SUV foi parada pela polícia por infrações de trânsito. Ela disse aos policiais que não estava com sua habilitação ali, mas informou seu nome e data de nascimento. Os policiais colocaram o nome em seu sistema e não encontraram nenhuma pendência, então a liberaram depois de multá-la por dirigir sem o documento.

É aqui que entra a parte doida: de acordo com o gabinete do xerife do condado de Berkeley, um dos policiais “estava no Facebook quando um perfil com o mesmo nome dado às autoridades na blitz apareceu na lista de pessoas que ele talvez conhecia. Acontece que o nome mostrava uma outra pessoa”.

A mulher parada pelos policiais era Amanda Leigh Wall, 31, de acordo com a polícia, mas ela deu a eles o nome e data de nascimento de sua irmã. Quando os policiais procuraram pelo nome real de Wall no sistema, descobriram o porquê dela ter mentido: sua habilitação estava suspensa.

O gabinete do xerife publicou a história no Facebook junto com uma foto de Wall, as hashtags #GirlStopLying (#GarotaPareDeMentir) e #YouThoughtYouFooledUs (#VocePensouQueTinhaNosEnganados) e um pedido para que Wall se entregasse.

publicamos por aqui como o Facebook consegue fazer conexões inexplicáveis (e às vezes assustadoras) entre estranhos dentro da funcionalidade de recomendação de amigos na aba “Pessoas que você talvez conheça”. Esse incidente pareceu particularmente inexplicável.

Entrei em contato com o departamento de polícia cujo policial supostamente viu a irmã de Wall como uma “pessoa que você talvez conheça” (curiosamente, era um departamento diferente daquele que publicou a história no Facebook. As autoridades dos dois departamentos estavam juntas na blitz). Um porta-voz do Departamento de Polícia do Condado de Goose Creek me disse que essa história “não aconteceu desse jeito” que foi contado pelo gabinete do xerife de Berkeley.

A policial do condado de Goose envolvida na blitz teve a sensação de que Wall tivesse revelado sua identidade real. Então, posteriormente, ela procurou no Facebook o nome que Wall tinha informado, como todo mundo faz, e descobriu uma pessoa com uma foto de perfil que não se parecia com a pessoa que estava dirigindo o SUV. Vamos chamar essa pessoa de Irmã Prejudicada. A policial tinha um amigo em comum com a Irmã Prejudicada e conseguiu o número dela, ligou e perguntou se ela havia sido parada recentemente em uma blitz e, se não, quem poderia ter dado aos policiais o nome dela e sua data de nascimento.

A Irmã Prejudicada decidiu não assumir essa responsa e revelou o nome real de Wall. O Dia de Ação de Graças vai ser muito estranho nessa família.

“O policial fez um bom trabalho investigativo e descobriu quem realmente era”, disse o porta-voz por telefone.

Então, um algoritmo mágico e misterioso não resolveu este caso; foi apenas um policial que foi dar uma procurada no Facebook e explorou os poderes da máquina de vigilância que Mark Zuckerberg trouxe ao mundo.

Algumas lições desta história:

  • Não minta sobre sua identidade para a polícia;
  • Se você mentir para polícia sobre quem você é, não dê o nome de alguém que saiba quem você é;
  • Mais importante, não dê o nome da sua irmã (a menos que seja sua gêmea);
  • E, como sempre, não acredite em tudo o que você lê no Facebook.