Você provavelmente já viu apoiadores de Donald Trump em frente a locais de contagem de votos exigindo que as autoridades “parem a contagem” e provavelmente já viu grupos pró-Trump semelhantes em diferentes estados exigindo que as autoridades “contem todos os votos!” Embora tenham se passado apenas três dias desde o início da contagem das eleições norte-americanas, esses slogans já se fundiram na mensagem mais abrangente “parem de roubar!” (“stop the steal”, em inglês). Isso se deu devido, em parte, a um grupo do Facebook que reuniu mais de 300.000 membros em 48 horas. Agora, o grupo está morto.

A ascensão e queda do grupo Stop the Steal no Facebook é uma história curta: o site Mother Jones relata que ele foi criado na quarta-feira (4) e que ele é uma ramificação de um grupo chamado Women for America First, fundado por uma ativista do Tea Party. O domínio que os grupos estão pressionando os usuários a visitarem, o StolenElection.us, foi registrado por uma empresa que fez trabalhos para conservadores proeminentes como Newt Gingrich.

Algumas conspirações virais como o recente “Sharpiegate” (que dizia que votos feitos com canetas Sharpie não eram contados, o que não é verdade) tiveram origem no Stop the Steal, e ele tem sido usado para organizar as manifestações caóticas que estão acontecendo atualmente nos estados que decidirão o vencedor da eleição presidencial.

Em uma declaração ao Gizmodo por e-mail, um porta-voz do Facebook disse:

Em linha com as medidas excepcionais que estamos tomando durante este período de alta tensão, removemos o grupo ‘Stop the Steal’, que estava criando eventos no mundo real. O grupo foi organizado em torno da deslegitimação do processo eleitoral, e vimos incitações preocupantes à violência por parte de alguns membros do grupo.

Existem outros grupos Stop the Steal, mas com muito menos membros. Um deles passou de 2.600 para 7.000 membros em uma hora.

Com os votos ainda sendo contados, a campanha de Trump está se comportando como se acreditasse que está perdendo. Eles entraram com ações judiciais em todo o país na esperança de retirar o máximo possível de votos da contagem. A exceção a essa regra são os casos em que eles veem uma oportunidade positiva, como quando a campanha processou para manter um local de votação de Nevada aberto por uma hora extra devido a dificuldades técnicas.

Trump tem feito alegações vagas de fraude por meses, e seus apoiadores estão espalhando as mesmas acusações vagas. Só na quinta-feira (5), juízes no Michigan e Geórgia rejeitaram esforços para interferir na contagem de votos por razões processuais e falhas da equipe Trump em apresentar qualquer evidência de fraude além de boatos.