Conforme anunciado em dezembro, o Facebook começou a bloquear usuários selecionados que eram obrigados, mas não ativaram um novo recurso de segurança para prevenir ataques hackers maliciosos. O prazo para adesão ao “Facebook Protect” acaba neste mês, com os primeiros usuários sendo bloqueados a partir de 17 de março.

O programa da rede social visa proteger usuários considerados sensíveis a potenciais ciberataques, como funcionários governamentais, jornalistas, ativistas de direitos humanos, contas com muitos seguidores ou que gerenciam páginas importantes. A medida vale para os Estados Unidos e outros 50 países, incluindo o Brasil.

No início de março, usuários brasileiros qualificados receberam um e-mail alertando sobre a exigência de ativar a medida de segurança avançada. Entretanto, teve muita gente que pensou que a mensagem era falsa, acreditando se tratar de um ataque phishing.

Facebook Protect

A justificativa do Facebook para esses bloqueios é que a ação busca manter a conta dos usuários segura, até que sejam ativadas as medidas de segurança adicionais. Por isso, para efetuar o desbloqueio, basta que o usuário ative o Facebook Protect.

Com o recurso ativado, o usuário passa a contar com proteções mais fortes, como autenticação em dois fatores, além de monitoramento de potenciais ameaças de invasão. Somente usuários qualificados podem ativar o programa.

“Esse recurso [autenticação em dois fatores] tão importante tem sido historicamente pouco utilizado na Internet – até mesmo por pessoas mais suscetíveis de serem alvo de hackers mal-intencionados”, explica a Meta.

Porém, o bloqueio de contas pelo Facebook apresentou algumas falhas, com usuários sendo bloqueados mesmo ativando o Facebook Protect, assim como problemas no envio de códigos de autenticação. A informação é do CNET.