O Fairphone é um smartphone ético. Ele é feito apenas com recursos “justos” e “sem conflitos”, diz seu criador, o designer holandês Bas van Abel. Lançado no ano passado, ele vendeu 25.000 unidades por €325, e voltou a ser produzido.

Em sua versão original, o Fairphone, que roda o Android, usou estanho e tântalo de minas congolesas controladas por ONGs e instituições internacionais de caridade – para garantir que, ao comprar o material usado nas placas de circuitos, eles não estavam financiando milícias. Os aparelhos foram fabricados na China, mas com um acordo com os donos para solucionar problemas de suicídios e excesso de trabalho dos operários.



Para a nova leva de aparelhos, van Abel planeja produzir 40.000 unidades e, enquanto isso, planeja uma nova versão para 2015. Mas isso deve demorar – afinal, garantir que um aparelho é produzido éticamente não é nada fácil. Neste caso, as especificações técnicas não impressionam muito (ele usa um chip Mediatek MT6589M). O que impressiona é a forma como ele é feito. [Wired]